Vereador Peschiski ainda tem saída

 Vereador Peschiski ainda tem saída

São Bento do Sul – A noite desta segunda-feira (9) pode definir o futuro do vereador Ângelo Ronei Peschiski (MDB) no parlamento municipal. Acusado de participar de “rachadinha” ele teve um relatório levantado pela Comissão Parlamentar de Investigação (CPI) pesando em seu desfavor. Após leitura do relatório, com apontamentos que passaram a pesar contra o vereador, era esperada entrada de pedido de cassação do mandato. O pedido entrou por meio da presidente do MDB, advogada Luiza Beckhauser Mallon, e na noite desta segunda-feira será votado se dará andamento ou será arquivado.

O peso maior na votação será o relatório, lido na Sessão Ordinária de quinta-feira (5) tendo apontado uma série de acusações por parte de ex-servidores da Câmara Municipal que teriam confirmado repasses de dinheiro para o vereador. Diante do relatório a estimativa é que o voto dos vereadores sejam favoráveis pela instituição de uma Comissão Parlamentar Processante, que pode sentenciar o vereador à perda da cadeira.

UMA SAÍDA AMENA

Uma saída para o vereador seria buscar junto à Promotoria de Justiça o benefício do Acordo de Não Persecução Penal. Esse benefício consta no art. 28-A do Código de Processo Penal. Por ele o vereador poderia confessar o fato, renunciar ao mandato e devolver os valores que foram cobrados indevidamente. Assim evitaria uma futura condenação criminal e também a cassação do mandato que culminaria em perda ou suspensão dos Direitos Políticos.

Porém, dificilmente isso virá acontecer, uma vez que Peschiski tem se limitado a dizer que somente vai se pronunciar em juízo. Ainda em relação ao processo que enfrentou, o Edil não teve reação desde o início, quando poderia ter impedido alguns movimentos políticos que aumentaram o desgaste, ou impedido até a sequência da CPI. Gente da área do direito que tem acompanhado o processo, diz não entender como foi a orientação do nobre que o deixou chegar a tal ponto. Por isso, não acredita que o vereador possa fazer o que poderia amenizar sua situação como pessoa pública ou como cidadão. Teria que fazê-lo antes mesmo da Sessão Ordinária desta noite.

A abertura de uma Comissão Processante vai ocorrer de qualquer forma, mas o maior prejuízo seria a perda dos direitos políticos.

Foto: Arquivo/O Jornaleiro

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O Jornaleiro

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