Moisés ainda sozinho e andando na corda bamba
Florianópolis – O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva (Republicanos) corre sério risco de ficar sem nenhum partido de maior expressão na coligação para a campanha eleitoral deste ano. Isso porque o MDB está muito dividido, vai para a votação em convenção e pode aprovar candidatura própria.
Como o MDB conta com o empresário Antídio Lunelli como pré-candidato ao governo, a votação tende a ser uma surpresa para os dois lados, tendo em vista que do outro está o empresário joinvillense Udo Döhler que surpreendeu a todos quando se colocu como alternativa da sigla para uma composição com Moisés na condição de ter o MDB como candidato a vice-governador.
Sentindo a divisão na casa emedebista, Moisés teria solicitado ao Progressistas para adiar a convenção da sigla para depois da do MDB, ou seja: seria uma alternativa para garantir militância nas ruas a favor do atual governador numa aliança que, em não acontecendo com MDB poderia ser com o Progressistas.
Questionado sobre o assunto, o presidente estadual do PP, deputado estadual Sílvio Dreveck, disse que a sigla tentou de todas as formas trazer Carlos Moisés para o partido, bem como se colocou favorável a uma coligação, mesmo após ele, (Moisés), ter se filiado ao Republicanos. Como ele decidiu optar pelo MDB, o partido decidiu seguir seu rumo com Esperidião Amin na condição de pré-candidato ao governo, o que deve ser efetivado na Convenção de sábado (23) em evento que ocorre na sede da Associação Catarinense de Medicina, em Florianópolis. “Realmente houve esse pedido do governador, para fazermos nossa convenção após a do MDB, assim ele teria uma alternativa caso não fechasse com os emedebistas. Nosso partido é grande, de respeito e agora vamos disputar o governo com um candidato que vem crescendo a cada dia mais na opinião pública”, disse Dreveck.
Para o deputado, não existe possibilidade de protelar a Convenção, tampouco participar de uma aliança com o governador nesse momento em que ele dá toda preferência ao MDB. “Estamos negociando ainda com PSDB e PL, mas o que está certo é que seremos cabeça de chapa com o Esperidião”, completa Dreveck. O PTB já está praticamente acertado na coligação com o PP, uma vez que a aliança teria o nome do deputado estadual Kennedy Nunes o indicado para disputar uma vaga no Senado Federal.
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