“Uma página negra e vergonhosa para a história da Câmara de Vereadores”

 “Uma página negra e vergonhosa para a história da Câmara de Vereadores”

São Bento do Sul – Com esta frase o vereador Jairson Sabino (PSDB) abriu sua palavra na Tribuna Livre da Câmara Municipal em Sessão Ordinária ocorrida na noite de quinta-feira (14). Na ocasião, se referiu ao processo de análise e votação sobre admissibilidade de um processo que pede sua cassação de mandato como vereador.

Após desocupar a cadeira no Legislativo para que o suplente Gumercindo Alves de Oliveira, o “seu Gugu”, assumisse os trabalhos, Sabino teve que assistir a votação que terminou em seu desfavor. Foram seis votos pela admissibilidade ao processo e abertura de uma Comissão Processante, contra quatro votos dos vereadores que entenderam não ser momento e não haver consistência para seguir com a medida.

Sabino foi à Tribuna para fazer uso da palavra, não economizando críticas ao posicionamento dos vereadores que votaram contra ele e ainda alfinetando diretamente o governo municipal, que em seu entendimento teve influência no pedido de cassação proposto por um servidor público que atua na pasta de obras, Luiz Carlos Adão. “Hoje escrevemos aqui nessa Câmara de Vereadores, e vai ficar para a história uma página negra e vergonhosa. Assistimos aqui vereadores da base de governo rasgando o Regimento Interno, rasgando as leis, se lixando pra ética, pra moral, pra decência e pra verdade. É uma vergonha isso que aconteceu aqui hoje”, disse o vereador.

Sabino destacou ainda a necessidade de agradecer aos vereadores que têm a preocupação com a ética, moral, decência e verdade (em sua análise), os quais votaram a seu favor. “Quero agradecer a esses vereadores que não estão amarrados com cargos, salários e vantagens.

Alfinetou “seu Gugu”

Sabino ainda foi enfático ao dizer que o segundo suplente de vereador, Gumercindo Alves de Oliveira, nem deveria estar no parlamento e quem sabia o que estava fazendo na Sessão. “Seu Gugu é funcionário da prefeitura, é funcionário do Magrão. Não poderia estar aqui. Não sabe nem o que veio fazer aqui de repente. Talvez saiba, talvez tenha noção, mas eu creio que não. Veio aqui simplesmente seguindo ordens”, pontuou.

Sobre Peschiski

O vereador ainda falou sobre o vereador Angelo Peshiski (MDB), que também enfrenta uma Comissão Processante sob acusação de participar de “rachadinha”, dizendo que o parlamentar é amigo pessoal do denunciante. “O vereador Peschiski tem amizade pessoal de 20 anos com o requerente, conforme ele mesmo se declarou hoje em reunião antes da Sessão. É outro suspeito”, completou.

Em sua fala o Edil ainda destacou que os vereadores, por maioria simples, aprovaram uma Comissão que já tem resultado conhecido. No fim da sua fala, Sabino ainda revelou que quando secretário mudou Luiz Carlos Adão de função na pasta e foi chamado pelo prefeito. “Não podemos mexer com esse rapaz, ele é amigo e cabo eleitoral do vereador Angelo Peschiski. Eu preciso do voto dele na Câmara”, disse Sabino afirmando ter ouvido essas palavras do prefeito Tomazini (PSDB).

O vereador encerrou dizendo que o que aconteceu na Sessão estava previsto e armado desde que foi exonerado pelo prefeito Tomazini do cargo de secretário de obras. “Não fui exonerado por estar fazendo coisa errada, por ser incompetente. Fui exonerado por que eu não aceitei ordens absurdas e nem usei a estrutura da pasta em benefício dos amigos dele (prefeito)”, acusou.

Foto: Reprodução  

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O Jornaleiro

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