Padre Fidelis e Carroça Funerária, uma parte da história

 Padre Fidelis e Carroça Funerária, uma parte da história

São Bento do Sul – Na manhã de domingo (21) a cidade viveu um momento religioso especial. O traslado dos restos mortais do Padre Fidelis Tomelin, um ícone da Igreja católica para São Bento do Sul, do Cemitério Municipal para a Igreja Católica Puríssimo Coração de Maria, localizada no centro da cidade. Todo evento foi organizado e coordenado pelo Padre Luciano Toler, atual pároco na Igreja Matriz.

Padre Fidelis faz parte da história, pois foi ele quem idealizou a construção da Igreja que hoje é o mais importante cartão postal do município. Pe. Fidelis conseguiu mobilizar toda comunidade local, e algumas lideranças da região, a contribuir para a construção da Igreja Matriz na década de 60.

A segunda parte da história lembrada no fim de semana diz respeito à última carroça funerária que conduziu muitos são-bentense até a última morada.

Henrique Fendrich, descendente do homem que construiu a carroça funerária, contou um pouco da história em sua página no Facebook. Confira abaixo o texto publicado por Henrique para a posteridade.

Postagem Facebook Henrique Fendrich

“Em 1934, meu bisavô Frederico Fendrich idealizou a construção de uma carroça fúnebre para levar os mortos até os cemitérios da região de São Bento do Sul/SC. Ele foi o condutor dessa carroça até 1947, quando morreu e foi ele próprio conduzido por ela.

Depois, a carroça foi adquirida pela prefeitura e teve outros condutores, até 1976, quando deixou de ser utilizada. Ficou então por vários anos abandonada em uma garagem, com várias partes quebradas e outras faltando, até que, em 1992, meu avô Herbert, filho de Frederico, descobriu a carroça e promoveu a sua restauração.

Herbert desfilou com a carroça no aniversário da cidade naquele ano e, depois, ela foi guardada em uma casinha à frente do cemitério municipal, com a exigência do meu avô de que ela tivesse vidros para que a população pudesse avistá-la quando fosse até lá.

Hoje, depois de 30 anos, a carroça foi utilizada novamente. Ela serviu para transportar os restos mortais do padre Fidélis Tomelin (1909-1995), o pároco mais marcante da história da cidade, à igreja Puríssimo Coração de Maria, cuja construção foi idealizada por ele na década de 1950.

A carroça foi conduzida por Alcenir do Livramento, neto de Paulo Chapiewski, que também havia sido um dos antigos condutores, e o cortejo contou com a participação da Banda Treml, além de numerosa assistência.

A maioria das fotos é do site SBS On Line e uma é de José Tadeu Jr. Nos comentários, coloco uma foto do meu bisavô Frederico conduzindo o cortejo fúnebre de Jorge Zipperer, em 1944, e outra do meu avô Herbert desfilando com a carroça restaurada, em 1992”.

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O Jornaleiro

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