Prefeito vira réu em ação que apura fraude em compra de sêmen bovino
Descanso – O prefeito de Descanso, Sadi Inácio Bonamigo, virou réu em uma ação penal do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) relacionada a uma suspeita de fraude em edital licitatório de aquisição de sêmen bovino e nitrogênio líquido. A informação foi divulgada pelo MP na quinta-feira (15).
Em nota, a defesa de Bonamigo disse ter certeza que “ficará demonstrado que [ele] jamais cometeu crime algum” (leia a íntegra da nota abaixo).
Descanso é uma cidade do Oeste catarinense. O objetivo da aquisição sêmen bovino e nitrogênio líquido seria atender a um programa de melhoramento genético animal no município, segundo o MPSC.
A denúncia foi recebida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), informou o Ministério Público. Como o prefeito tem foro privilegiado, casos que o envolvam precisam ser julgados em segunda instância, já que a suspeita é que o crime tenha sido cometido durante o exercício do cargo.
A possível participação do prefeito foi descoberta durante um processo que tramitava em primeiro grau envolvendo outros cinco denunciados.
Como era o esquema
De acordo com a investigação do MPSC, para fixar o preço acima do valor do mercado, os denunciados orçaram todos os itens da licitação com superfaturamento.
Dessa forma, a dose de sêmen da raça holandesa foi comprada da empresa de outro réu no processo com preço 486% mais caro do que o praticado no município de Palma Sola e 269% em relação a Dionísio Cerqueira. As duas cidades também ficam no Oeste catarinense.
Em outro caso, o sêmen da raça Jersey foi vendido pela empresa ao município de Descanso com superfaturamento de 381% em relação ao preço de Palma Sola e 183% em comparação com Dionísio Cerqueira.
Íntegra da nota da defesa
“Em relação às notícias dando conta do recebimento, pelo TJSC, de denúncia criminal em seu desfavor, o Prefeito Sadi Inácio Bonamigo esclarece que, como o processo tramita em segredo de Justiça, irá apenas se manifestar nos autos, oportunamente e por meio de sua defesa técnica. De qualquer forma, reafirma a sua crença no Poder Judiciário Catarinense e tem a certeza de que, por meio do devido processo legal, ficará demonstrado que jamais cometeu crime algum”.
Fonte: G1
Foto: Amauc/Divulgação





