POLÍTICA: Mesa Diretora…MP…Mateus Fuckner
Uma vergonha anunciada
O Jornal A Gazeta, no Panorama Político de sua edição desta quinta-feira (17), na página 5, traz o que poderíamos chamar de “alerta aos senhores políticos com mandato”. A possibilidade de uma “negociação” para salvar um vereador de ser cassado em troca de seu voto para a Mesa Diretora. De fato, seria uma política muito barata e digna de denuncia aberta para julgamento do eleitor. A imagem do Legislativo são-bentense vem sendo arranhada a cada período com escândalos que acabam no Ministério Público e na Polícia Civil. Os atuais detentores de cadeiras na Câmara, que se achem dignos da confiança do povo, precisam lutar com a espada da justiça e não do que seja melhor pra si, seus partidos ou grupos.
Imprensa sabe
Muitas coisas acabam chegando ao conhecimento da imprensa em geral e de grupos rivais militantes da política. Não se enganem os detentores de cargos eletivos, na hora do “pega pra capar” nenhum veículo vai poupar os que (eventualmente) entrarem nesse descalabro de fazer de conta que nada aconteceu apenas para satisfazer seus egos ou salvar situações embaraçosas que chegam a envolver cifras bancárias. As contas vencem, para todos. A maioria da Legislatura anterior pagou um alto preço por bancar o “salva vidas”.
Pior ainda
Começam chegar as informações das tônicas expressas nas negociações. Vergonhoso! Pelo menos da forma como chegam as informações. A saber, todos os holofotes, nesse momento, estão apontados para as sessões do dia 29 de novembro e a primeira Sessão de dezembro onde vai ocorrer a eleição da Mesa. Não somente as lentes das câmeras da comunicação, mas da balança judicial que também já foi alertada para que maracutaias não façam mais parte da vida política da cidade de São Bento do Sul como vem sendo verificado nos últimos tempos.
Ponderando
Também não é de se acreditar que os vereadores conscientes e bem intencionados afrontariam até o que já manifestou o MP em proposta de acordo para evitar até a Sessão de Cassação. Em salvando um para alimentar o Poder no Legislativo, outros teriam que se explicar ao MP, o que não deve ser nada agradável para um político que se preze.
Quais moedas
Claro que muito da atenção está para o posicionamento dos vereadores do União Brasil que, ao que parece, se tornou “a cobiçada noiva”. O Progressistas está se articulando para seguir sem a Mesa e, pelo que se ouve nos corredores, o partido pode seguir com algumas frentes, como aumentando o tom na Câmara e fomentando pendências judiciais ainda comprometedoras. Os dois vereadores do UB, Paulo Zwiefka e Hélio Alves, pertenciam antes ao PP e ocuparam cargos de confiança no governo anterior. Gente da sigla garante que havia um “acordo” para a eleição da Mesa Diretora.
Muito rápido
Para o eleitor que apostou em uma repaginada na Câmara para deixar pra trás os escândalos, pode estar deveras decepcionado. O que pode acontecer em menos de dois anos é mais uma renovação quase que total.
Rumo a Brasília
Quem embarca para a Capital Federal na próxima semana é o vice-prefeito de Campo Alegre, Mateus Fuckner (MDB). Ele viaja a pedido da prefeita, Alice Grosskopf (MDB), para tentar ainda algumas “raspas de taxo” nos recursos federais. A cidade conta com uma série de projetos pendentes e tem esperança de encaminhar alguns nesse final de mandato em Brasília. Um dos vereadores do MDB deve acompanhar Fuckner para visitar os gabinetes dos parlamentares catarinenses.
Último dia
Tirso Humelgenn (PSDB/FOTO) será prefeito em exercício apenas até o fim de semana. Antônio Joaquim Tomazini Filho (PSDB) deve reassumir na segunda-feira (21). Dizem que a pescaria estava “da hora” e que rolou muita proza política com os parceiros. Mas ele não confirmou, e nem sua assessoria, que realmente foi tentar fisgar um bagres diferentes daqueles que enfrenta diariamente em seu gabinete.





