Empresária influencer presa suspeita de estelionato em SC recebe liberdade
Itajaí – A Justiça de Santa Catarina concedeu relaxamento de prisão à empresária e influencer Mayara Lima Corrêa, de 32 anos, na tarde de terça-feira (31), segundo a defesa dela.
Com quase 200 mil seguidores nas redes sociais, Mayara havia sido presa em flagrante suspeita de aplicar golpes em comerciantes por meio de compras online na segunda-feira (3), em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina.
Na defesa da influencer, o advogado Franklin Assis alegou não haver necessidade de conversão da prisão em flagrante para preventiva e sustentou que medidas cautelares seriam suficientes para garantir a ordem pública (confira íntegra abaixo).
O juiz entendeu, porém, que a prisão foi atípica e, não vinculando a atividade da empresária a nenhum crime, ordenou a liberdade imediata da empresária, que não precisará cumprir com medidas cautelares, segundo a defesa dela.
Dona de um estabelecimento de bronzeamento artificial, ela também teve o negócio interditado por causa de irregularidades, de acordo com a Polícia Civil.
No perfil no Instagram, Mayara se descreve como especialista em bronzeamento artificial e bronze legalizado.
Na rede social, ostenta uma vida de viagens, festas e fotos com famosos, entre eles, o ex-pugilista Acelino “Popó” Freitas, o cantor Luan Santana e o também MC Guimê, cantor e atual participante do BBB 23.
Investigação
A investigação detalha que ela comprava produtos como cremes, itens para cabelo e maquiagem pela internet, especialmente de pequenos comerciantes, com valores entre R$ 5 mil e R$ 8 mil por pedido.
Em seguida, após a confirmação do pagamento, a compra era estornada e o vendedor ficava sem o valor. De apenas três vítimas identificadas pela polícia no dia da prisão, as compras fraudulentas somavam R$ 40 mil.
Prisão
Durante a investigação, a Polícia Civil monitorou a suspeita. Ela foi presa na frente do estabelecimento comercial dela. Nesse local, foram encontrados diversos produtos recém-comprados via internet, de forma ilegal, conforme os policiais.
Dentro, foram achadas também as máquinas de bronzeamento artificial. A Vigilância Sanitária quem interditou o local.
Na investigação, a polícia descobriu ainda que os demais produtos comprados ilegalmente pela mulher estariam na casa dela, no bairro Vila Operária.
Os produtos eram novos, com etiqueta. Eles foram apreendidos e levados para avaliação policial.
Agora, com o relaxamento da prisão, o processo será encaminhado para o Ministério Público, que vai analisar o caso e decidir se oferece denúncia ou não.
Fonte: G1
Foto: Polícia Civil/Divulgação





