Moveleiros buscam apoio federal para desoneração da folha de pagamento
Uma comitiva de lideranças do setor moveleiro da região e do país esteve em Brasília, de 4 a 6 de julho, buscando apoio dos parlamentares pela inclusão do segmento no Projeto de Lei que implanta o benefício da desoneração da folha de pagamento. A medida é essencial para dar mais competitividade à indústria, especialmente em sua atuação no mercado internacional.
Representantes do Sindusmobil de São Bento do Sul, Sindicom de Rio Negrinho, Arpem e vice-presidência da FIESC para o Planalto Norte levaram a reivindicação aos três senadores catarinenses e a diversos deputados federais do Estado.
Em ação integrada, uma comitiva da Abimóvel – Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário também esteve na capital federal apresentando propostas para manutenção e desenvolvimento do setor moveleiro, incluindo a desoneração da folha de pagamento. O encontro de maior relevância foi com o presidente em exercício, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin.
O setor moveleiro catarinense é o maior exportador de móveis do país e o terceiro maior empregador do Estado. O polo moveleiro de São Bento do Sul, que inclui Campo Alegre e Rio Negrinho, é responsável por 55% das exportações de Santa Catarina e 20% do Brasil. Em 2022, as vendas internacionais da região somaram US$ 190 milhões.
O Projeto de Lei 334, que já foi aprovado pelo Senado e agora entrará em discussão nas comissões da Câmara Federal, define os setores que poderão optar pela contribuição previdenciária sobre a receita bruta, a chamada desoneração da folha. Há possibilidade de incluir o setor moveleiro através de uma emenda parlamentar.
A medida impacta em 89% das indústrias de móveis do país e 100% das empresas exportadoras. “A desoneração é imprescindível para tornar os móveis brasileiros mais competitividade mundialmente. Com custos mais controlados e maior eficiência produtiva, o setor consegue melhorar sua performance internacional e fortalecer suas indústrias e a economia brasileira”, esclarecer Luiz Carlos Pimentel, presidente do Sindusmobil. Como a PL 334 está prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2024, o próximo passo é reunir lideranças de todos os polos moveleiros do país. Abimóvel, Federação das Indústrias, sindicatos patronais e empresários irão atuar de forma integrada com os parlamentares e em sinergia com o próprio governo, pela Secretaria da Fazenda do Ministério da Economia.
Informações e foto: Impulso Comunicação





