AUTISMO: assunto segue com impasses

 AUTISMO: assunto segue com impasses

São Bento do Sul – Projeto de Lei do Executivo número 66/2025 segue “dando o que falar”. Um impasse delicado foi criado desde que a proposta foi apresentada na Câmara de Vereadores. Tal projeto já poderia ter sido votado, mas a vereadora Cátia Friedrich (PSD) pediu a retirada do mesmo entendendo que havia pontos no projeto, com necessidade de mais esclarecimentos.

Do lado dos pais, a preocupação está na qualidade do serviço e na forma que o atendimento será oferecido, onde as pessoas com TEA – Transtorno do Espectro Autista, deixam de ser atendidos no formato atual, feito pela AMA – Associação Amigos do Autista, e passa receber atendimento da Secretaria de Educação, Saúde e Assistência Social por meio do quadro de profissionais disponíveis.

Para mais esclarecimentos, a Câmara Municipal convocou para a tarde de quarta-feira (11), reunião com representantes da prefeitura, onde alguns pais, inclusive o presidente da AMA, Vanderlei Varela, participou do encontro. Num clima inicialmente tenso, alguns debates e até “bate boca” entre o presidente da Casa, Gilmar Pollum (PL), e o líder de governo, Joelmir Bogo (UB), foram registrados.

Se de um lado, a prefeitura traz as suas alegações afirmando que será um modelo melhor (mais confortável ao poder público), de atender as demandas do autismo, de outro, a preocupação especialmente das famílias, visto que o poder público, e não se trata apenas de São Bento do Sul, ainda não reúne condições para atender, nas salas de aula das escolas comuns, pessoas com necessidades especiais. Esta é a preocupação também de alguns vereadores, como Cátia Friedrich (PSD) e Rodrigo Vargas (PP), que não se manifestaram muito na reunião, mas seguem juntando informações para seguir com o debate do projeto.

Vereadores, representantes da prefeitura e alguns representantes da AMA reunidos no Legislativo

AMA e a política

Ainda na reunião com os vereadores, surgiram conversas sobre promessas de campanha do atual prefeito, Dr. Tomazini (PL), que o prédio onde funciona a Associação atualmente seria repassado para a entidade, com isso a AMA poderia trilhar o caminho por força própria. Sem um espaço próprio, a entidade segue sem conseguir recursos de governos estadual e federal para suprir às necessidades, ainda que as mais básicas. O prédio é o mesmo que, por muitos anos, sediou espaço para a Escola Básica Municipal Ladir dos Santos, e fica localizado na Dona Francisca.

Vanderlei Varela não esconde o sentimento de ter sido enganado, pois já estava na presidência quando algumas promessas, agora esquecidas, segundo ele, foram feitas. Ele, com outros pais que trabalham pela entidade, seguem na expectativa de que a Câmara Municipal analise com muita cautela a proposta, que deve sofrer algumas alterações por parte do Executivo, para ser novamente encaminhada ao Legislativo e entrar na pauta na próxima terça-feira (17).

Foto: Divulgação

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O Jornaleiro

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