GESTÃO EFICIENTE: Prefeito de Rio do Sul destaca planejamento, obras e compromisso com gestão

 GESTÃO EFICIENTE: Prefeito de Rio do Sul destaca planejamento, obras e compromisso com gestão

Rio do Sul – Em entrevista à Rádio São Bento, concedida do radialista Luzardo Chaves, o prefeito de Rio do Sul, Manoel Arisoli Pereira (PL), fez um balanço do primeiro ano de mandato, detalhou ações de planejamento de longo prazo, obras contra cheias, investimentos em mobilidade urbana, implantação de inteligência artificial na gestão pública e avaliou os desafios da reforma tributária e do ano eleitoral de 2026. Ele também falou sobre sua trajetória profissional e reforçou o compromisso com uma gestão íntegra e transparente.​

Prefeito Manoel, como foi a sua trajetória até chegar ao comando de Rio do Sul, hoje uma das cidades de maior visibilidade do Alto Vale do Itajaí?​

Manoel – Trabalhei 44 anos na Celesc, sendo os últimos 14 como gerente regional do Alto Vale, atendendo 28 municípios. Só depois de me aposentar, recebi o convite do governador Jorginho Mello para ingressar na vida pública, inclusive sem ter filiação partidária anterior. Foi minha primeira disputa por cargo eletivo e minha primeira eleição. A comunidade entendeu a proposta de uma gestão focada em resultados, não apenas em promessas, e nos deu uma grande vitória, o que aumentou ainda mais a responsabilidade.

Em seu primeiro ano, tens falado muito em gestão e planejamento. Como isso está se traduzindo na prática em Rio do Sul?​

Manoel – A primeira decisão foi organizar a casa e planejar bem antes de executar. Estamos atualizando o plano diretor, que deveria ter sido revisto em 2016, e contratando um Masterplan, uma ferramenta que projeta a cidade para os próximos 30 anos, inspirado em exemplos como Maringá. Com apoio do Conselho de Desenvolvimento, o Condensul, formado por 24 entidades, estamos investindo cerca de R$ 3 milhões nesse processo de planejamento estratégico da cidade.​

Um tema sensível para Rio do Sul são as cheias. O que está sendo feito para enfrentar esse problema histórico?​

Manoel – Rio do Sul sofre com o encontro de duas grandes bacias, o Itajaí do Norte e o Itajaí do Sul, e historicamente o rio nunca teve uma limpeza adequada. Depois da enchente de 2023, o Estado já limpou cerca de 6 km da área urbana e está encaminhando licitação para mais 14 km, divididos entre o trecho até Laurentino e até Aurora, além de mais 8,2 km entre Rio do Sul e Lontras, com recursos federais. Somando tudo, serão 22 km de limpeza e desassoreamento, o que, somado ao funcionamento das barragens, deve reduzir significativamente o impacto das enchentes, mesmo sem garantia total.​

Com previsões de fortes intempéries para o verão, como está a Defesa Civil do município?​

Manoel – Temos uma Defesa Civil muito bem estruturada, com equipe técnica qualificada e de plantão, inclusive no fim de ano. Neste ano reforçamos a estrutura com um segundo veículo 4×4 e cinco conjuntos completos de barcos, motores e coletes salva-vidas, para atuar em enchentes, vendavais e outros eventos climáticos. A expectativa é não precisar usar, mas, se necessário, estamos preparados para atender a população com rapidez.​

O senhor também preside a AMAVI. Como a associação tem contribuído com os municípios do Alto Vale?​

Manoel – A AMAVI – Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí, é uma das associações mais antigas do Brasil e, neste ano, reforçamos muito sua atuação. Quase dobramos o corpo técnico com engenheiros, arquitetos e desenhistas para agilizar projetos, especialmente para municípios pequenos, que muitas vezes não têm equipe própria. Também fortalecemos consórcios de meio ambiente e medicamentos, deixando a AMAVI mais preparada para aproveitar os recursos liberados pelo Estado.​

Rio do Sul foi reconhecida como cidade inovadora, mas enfrenta problemas de mobilidade, como tantas cidades catarinenses. Como equilibrar isso?​

Manoel – Em mobilidade, trabalhamos junto ao Estado no contorno viário de Rio do Sul, já com projeto concluído, para tirar cerca de mil caminhões por dia da área central, que hoje interligam as BRs 470 e 282 pela SC-350. Estamos buscando a inclusão dessa obra de 7,8 km, em um projeto estimado em R$ 138 milhões, no cronograma de 2026. Em inovação, fomos a primeira cidade do Brasil a incluir inteligência artificial no Portal da Transparência, facilitando o acesso do cidadão às informações públicas, inclusive por comando de voz.​

A reforma tributária preocupa muitos prefeitos. Quais os impactos esperados para Rio do Sul?​

Manoel – A grande mudança é que a tributação passa a ser pelo consumo e não pela produção, o que favorece cidades consumidoras e prejudica municípios industriais. Cidades como Rio do Sul, Jaraguá do Sul, Joinville, Concórdia e Brusque devem perder receita no novo modelo. Nossas projeções indicam uma redução real de cerca de 2% na arrecadação, enquanto alguns municípios no país podem perder até 40%, o que é muito preocupante diante do aumento de responsabilidades como em saúde, educação e assistência social.​

2026 será ano de eleições gerais nos estados e na federação. Como manter o ritmo de trabalho sem deixar a gestão refém do calendário eleitoral?​

Manoel – O foco agora é garantir que todos os convênios com o Estado estejam assinados até o início de abril, especialmente para as obras de pavimentação de 110 ruas em Rio do Sul. Já encaminhamos projetos de cerca de 40 ruas e estamos trabalhando sem férias com as equipes de licitação, projetos e infraestrutura para não perder prazos. Assim, durante o período eleitoral, com os convênios já firmados, poderemos focar na execução das obras planejadas.​

Casos recentes em Santa Catarina mostraram prefeitos que entraram com boa imagem e saíram envolvidos em escândalos. Como o senhor lida com essa pressão e qual o valor do sobrenome Arisoli Pereira?​

Manoel – Quando decidi entrar na política, já aposentado e com vida financeira resolvida, reuni minha esposa e meus dois filhos. Eles me pediram apenas uma coisa: “não nos envergonhe”. Levo isso muito a sério e tenho uma equipe de secretários comprometida com uma gestão clara e correta, para que eu possa encerrar o mandato com eficiência saindo da prefeitura mais tranquilo do que entrei.​

Qual recado o senhor deixa para a população e para quem tem bons serviços prestados à comunidade, mas ainda resiste em entrar na política?​

Manoel – Se as pessoas de bem não se envolverem na política, alguém, inclusive que possa ser de má índole, ocupará esses espaços. Repito sempre que “dá para fazer certo”, basta querer; em um ano de mandato, ninguém entrou no meu gabinete oferecendo vantagens em troca de contratos, porque esse tipo de relação não encontra espaço aqui. Nosso compromisso é fazer mais barato, com transparência, para que o benefício chegue à sociedade, não a interesses particulares.​

Para encerrar, qual sua mensagem para Rio do Sul e para o Alto Vale?​

Manoel – Trabalhamos muito para oferecer um Natal bonito, com iluminação e espaços como o centro da cidade e a Estação Natal, inaugurados em novembro para o convívio das famílias. Desejo aos catarinenses, em especial ao povo de Rio do Sul e do Alto Vale, um 2026 de saúde, prosperidade e muito trabalho, porque, como dizia meu pai: o sucesso só vem pelo trabalho!

Foto: Luzardo Chaves/O Jornaleiro

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