MAL PAGADOR: quase metade da população adulta está devedora
Inadimplência bate recorde e acende alerta para 2026 no Brasil, com destaque para os bancos que têm o maior número de devedores inscritos pelo país.
Nacional – O número de brasileiros com contas em atraso bateu recorde em dezembro de 2025 e acendeu um forte sinal de alerta para a economia neste início de 2026. Levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que mais de 73 milhões de consumidores estavam negativados no fim do ano passado, o que corresponde a cerca de 44% da população adulta do país. Na comparação com dezembro de 2024, o total de pessoas com contas em atraso subiu mais de 10%, enquanto o número de dívidas registrou alta de 17% no período.
Alerta
Segundo a especialista em finanças da CNDL, Merula Borges, a maior parte das dívidas está concentrada em bancos, especialmente em modalidades consideradas mais perigosas para o bolso, como cartão de crédito e cheque especial. Por terem juros muito altos, essas linhas de crédito podem transformar uma dívida inicialmente administrável em uma verdadeira “bola de neve”, levando muitos consumidores à incapacidade de quitar o valor total devido.
Em média, cada consumidor negativado devia quase R$ 5 mil na soma de todas as dívidas ao fim de 2025, mas o levantamento também revela que quase três em cada dez devedores tinham contas de até R$ 500, o que indica que valores relativamente baixos também levam ao endividamento quando o orçamento está apertado. A faixa etária com maior participação entre os inadimplentes é a de 30 a 39 anos, que concentra mais de 23% dos devedores no país.
Reflexo
Merula Borges reforça que o cenário é ruim tanto para consumidores quanto para lojistas, já que quem está negativado encontra mais dificuldade para comprar e movimentar o comércio. Para evitar que 2026 repita o recorde de inadimplência, a recomendação é ajustar o orçamento, priorizar itens básicos e, para quem já está no vermelho, fazer um levantamento completo das dívidas, renegociar e montar um plano de pagamento que caiba na renda mensal, sem comprometer despesas essenciais.
Fonte: agenciaradioweb





