POLÍTICA: Câmara…Saúde…CNBB…Moções
Largada
Os vereadores de São Bento do Sul se preparam para voltar ao batente na primeira semana de fevereiro, e o clima nos bastidores já está longe de ser de férias. Circulam listas de temas “prioritários” para o plenário, mas o que mais chama atenção, por enquanto, são as críticas à vida interna da Casa, em especial à recente troca de um cargo de confiança que tem rendido mais burburinho que muitos projetos de lei.
Cargos na vitrine
A preocupação quase obsessiva de quem tem a caneta para nomear e exonerar em cargos comissionados em Executivos e Legislativos, nunca passa despercebida. A impressão é de que, mais do que qualificar a máquina, a meta é montar um exército de futuros “cabos eleitorais” já pensando na disputa de outubro e, de lambuja, no pleito municipal de 2028.
Moções em cascata
Do lado de fora, a expectativa do eleitor é simples: que a Câmara seja menos generosa nas famosas chuvas de Moções de Aplauso. Virou lugar‑comum enxergar a ferramenta como moeda política, usada para agradar empresas e famílias na esperança de transformar afagos em votos; está mais do que na hora de estabelecer critérios sérios sobre quem e o que realmente merece esse tipo de homenagem.
Hospital sob pressão
O Hospital e Maternidade Sagrada Família tem pela frente uma missão nada fácil: manter e melhorar a qualidade do atendimento à população em um cenário redesenhado pela chegada da UPA, há quatro meses. Ao diretor Fernando Nardino (Foto) cabe pilotar uma gestão cada vez mais eficiente, ajustando fluxos e serviços para que a instituição não perca espaço nem relevância na nova configuração da saúde são‑bentense.
Ala psiquiátrica já
Entre tantas promessas de melhoria, uma pauta insiste em bater à porta e continua esperando vez: a criação de uma ala psiquiátrica estruturada para dar conta da crescente demanda em saúde mental na cidade e região. O tema já foi levantado em mais de uma ocasião, mas ainda carece de sequência prática e, sobretudo, de decisão política.
Saúde na mira
O assunto saúde, aliás, vem sendo tratado mais de perto, com participação de alguns vereadores mesmo antes da abertura oficial dos trabalhos. Está prevista para esta semana, quinta-feira (29), uma reunião entre o comando da Secretaria de Saúde e parlamentares, ao menos aqueles realmente interessados em entender o que está acontecendo e em cobrar respostas concretas.
Portas abertas?
A expectativa é que esse encontro ocorra no plenário da Câmara de Vereadores, às 16 horas da data proposta. Resta saber se a imprensa será bem‑vinda para acompanhar, perguntar o que precisa ser perguntado e levar informação de qualidade a quem paga a conta: o contribuinte.
Guerra fria local
Quase ninguém admite em público, mas nos bastidores de São Bento do Sul rola uma guerra fria que passa longe das boas práticas. A queda de braço por poder envolve, em maior ou menor grau, todos os partidos hoje no comando de mandatos, criando um ambiente de tensão permanente que pouco contribui para o interesse coletivo.
Campanha em baixa
As baixas adesões às Campanhas da Fraternidade, promovidas pela CNBB, não caem do céu. Mais uma vez, o tema e o viés escolhido para 2026 são vistos como excessivamente político, o que afasta fiéis, divide comunidades e, em muitos casos, nem conta com o entusiasmo da maioria dos sacerdotes, um recado claro para que o comando do clero faça uma boa e urgente autoavaliação.





