POLÍTICA: Terço…reposição…PP…Novo…MDB
Campo Alegre
Às 15 horas desta sexta-feira acontece a primeira sessão da Câmara de Vereadores em 2026, e já começa em modo acelerado. A reunião extraordinária foi convocada pelo prefeito Rubens Blaszkowsky (PSD) para colocar em votação projetos considerados estratégicos para o governo. Traduzindo: o Executivo quer imprimir ritmo e testar, logo no início do ano, o grau de alinhamento da base com o Palácio Municipal.
Rumores sobre Mafra
O telefone não para. Muita gente tem procurado informações sobre a relação da Secretaria de Saúde de São Bento do Sul com o Hospital São Vicente de Paulo, em Mafra. O problema é que, até agora, sobra especulação e falta versão oficial. O clássico “diz que me disse” reina absoluto, sinal de que alguém não está comunicando direito ou prefere deixar o tema cozinhar em banho-maria.
Terço de férias
A novela do pagamento do terço de férias referente aos 15 dias de recesso do meio do ano segue sem roteiro definido. A Prefeitura de São Bento do Sul ainda “busca alternativas”, expressão geralmente usada quando não há solução à vista, apenas tentativas de ganhar tempo. Enquanto isso, servidores seguem na expectativa, e o desgaste político só aumenta.
Sindicato
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Edmilson Benedito de Assis, o Mafra, resolveu subir o tom: sem resposta concreta, o caminho será o Judiciário. Quando a conversa sai da mesa de negociação e vai para o fórum, é sinal claro de que o diálogo entrou em curto-circuito, e quem paga a conta, quase sempre, é a gestão.
Negociações com prefeito
Na manhã de quinta-feira (22), sindicato e equipe de administração e finanças do governo Rubens Blaszkowsky sentaram à mesa para a primeira rodada de negociação salarial. O calendário joga contra: a data-base é fevereiro. Como Rubens não quer a equipe administrativa em problema político, mais uma vez se colocou à frente das negociações.
Em São Bento
O ambiente entre sindicato e Executivo ainda carrega os arranhões deixados em 2025. Mafra não esconde que o relacionamento foi bem mais civilizado nos primeiros quatro anos da gestão Tomazini (PL). Ao cobrar mais diplomacia e a presença direta do prefeito nas negociações, o recado é claro: interlocutores intermediários não estão resolvendo, e a paciência anda curta.
PP no estado
O Partido Progressista levou um verdadeiro banho de água fria. O desenho estava praticamente fechado: Esperidião Amin na majoritária, tentando a reeleição ao Senado. Mas, como a política catarinense adora uma reviravolta, o governador Jorginho Mello (PL) resolveu mexer novamente no tabuleiro, e o projeto corre sério risco de implosão antes mesmo de sair do papel.
Pressão

Nos bastidores, a pressão para que Jorginho não perca Carol de Toni do PL é pesada. A alternativa que circula é cumprir a promessa feita à família Bolsonaro, abrindo espaço para Carlos Bolsonaro, ao lado da própria Carol, na disputa ao Senado. Amin, nesse cenário, vira figurante fora do roteiro. A consequência? Um possível racha ainda maior na base aliada, com efeitos imprevisíveis para 2026.
MDB de lado
Outra bomba que circulou forte em Florianópolis: o interesse de Jorginho Mello em emplacar o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como vice na sua chapa. Detalhe nada pequeno: essa vaga estava prometida ao MDB. Quando acordos começam a ser descartados sem muito aviso, o sinal é de que alianças estão sendo tratadas como peças descartáveis. A pergunta que fica é: quem será o próximo a ser empurrado para fora do jogo?





