UPA/HOSPITAL: paciente passa a noite com “braço quebrado”
São Bento do Sul – Uma moradora de São Bento do Sul procurou a reportagem para relatar dificuldades no fluxo de atendimento entre a UPA e o Hospital e Maternidade Sagrada Família. Segundo ela, o marido participava de uma partida de futebol na noite de quarta-feira (15) e teve um acidente em quadra, que resultou em uma fratura no pulso. Ao buscar auxílio, enfrentou horas de espera até conseguir ser transferido para o hospital.
O primeiro atendimento foi procurado diretamente no hospital, por volta das 23 horas, onde a família foi informada sobre possível demora no serviço médico, com alegação que apenas um profissional estaria no atendimento, sendo a orientação para procurar a UPA – Unidade de Pronto Atendimento. “Nos informaram que na UPA teriam as mesmas condições de atendimento, uma vez que o que há disponível no Hospital também teria na Unidade”, conta a esposa.
Já na UPA, perto de 23h30, o paciente foi atendido rapidamente (família elogia o atendimento) e a fratura confirmada. No entanto, como havia necessidade de ortopedista e de estrutura hospitalar, a orientação foi que ele precisaria voltar ao hospital, obrigatoriamente ser transportado por ambulância, e não poderia se deslocar por meios próprios. Mesmo a esposa estando presente e com o veículo da família, a orientação deveria ser seguida. E foi!
Ocorre que, de acordo com o relato, a família aguardou na UPA até por volta de 1h30 da madrugada, quando recebeu a informação de que a transferência ainda demoraria porque dependeria de autorização do hospital. O paciente permaneceu no local até por volta das 6 horas desta quinta-feira (15), com o pulso fraturado, à espera do transporte. Só então foi levado ao Hospital Sagrada Família, onde o ortopedista iniciou o atendimento por volta das 7 horas, com alta apenas depois das 9 horas, após a imobilização do membro com aplicação de gesso.
A esposa afirma que profissionais da UPA sabiam que só haveria ortopedista pela manhã e que, mesmo assim, mantiveram o paciente em observação durante toda a madrugada, sem a opção de retornarem para casa e se apresentarem diretamente ao hospital no início do expediente.
Preocupação
A situação reacende o debate sobre o fluxo de referência e contrarreferência entre a UPA e o hospital, o uso obrigatório de ambulância para casos ortopédicos estáveis e a necessidade de comunicação mais clara com os pacientes sobre prazos e limites do serviço, já que UPAs são estruturas de estabilização e encaminhamento dentro da rede de urgência do SUS.
Como não é o primeiro caso de reclamação desta natureza, ou semelhante, compete à Secretaria Municipal de Saúde e à Direção do Hospital, chegar a um consenso, informar à comunidade e demonstrar respeito ao contribuinte.
Foto: Divulgação





