COLUNA POLÍTICA: Extra…Bogo…Pollum…Tere
Extraordinária
Os vereadores de São Bento do Sul têm sessão extraordinária marcada para a tarde desta sexta-feira (13), convocada exclusivamente para votar o projeto de reposição salarial com ganho real aos servidores públicos. É aquele tipo de reunião que ninguém ousa faltar: mexeu no bolso do funcionalismo, mexeu no humor da base e da oposição.
Sem mais
Como em extraordinária não cabe “assunto extra”, a pauta será cirúrgica: entrou para votar o reajuste, vota o reajuste e ponto final. Quem estiver afiando o discurso para outras polêmicas vai ter que guardar munição para a sessão de quinta-feira (19), depois do Carnaval, quando, aí sim, o clima promete ser bem menos protocolar.
Bochichos
Nos corredores, a “rádio corredor” toca em modo repetição: Joelmir Bogo (UB) estaria cada vez mais desconfortável com a falta de respostas, e de ações, por parte da Prefeitura. Fala-se até que o vereador estaria ensaiando um figurino de oposição, o que, em se confirmando, muda bastante o desenho da base governista. Por enquanto, oficialmente, é tudo “boato”, mas onde há fumaça…
Seria “compreensível”
Gente próxima a Bogo garante que ele engoliu seco a troca na liderança do governo. Dizem que não faltaram críticas internas e que a saída foi decidida longe dos holofotes, mas em pleno ano eleitoral, quando cargo de líder costuma valer ouro.
E agora tchê?
Se o vereador resolver transformar essa possível mágoa em discurso, o governo pode ganhar um novo e incômodo crítico dentro de casa. O que deixaria a federação com o Progressistas ainda mais representado no Legislativo.
A mulher é forte!
Do outro lado, a escolha de Terezinha Dybas (PSD/Foto) para a liderança do governo foi vista como jogada de xadrez de Tomazini (PL). Experiente, articulada e com trânsito em vários setores, ela chega para tentar colocar freio no tom mais agressivo da oposição e organizar a tropa governista na Câmara. Se vai conseguir segurar todos os ímpetos, é outra história, mas, que ganhou peso político, isso ninguém discute.
Catingando
Nos bastidores do Paço, comenta-se que a equipe política do prefeito Tomazini está montando um “roteiro de cinema” envolvendo ataques e supostos crimes cibernéticos. O clima é de suspense: tem gente revisando celular, apagando grupo de WhatsApp e “puxando as barbas de molho”, com medo de virar personagem de roteiro policial. Há quem diga que tem orifício que não passa nem sinal de wi-fi.
Rota perigosa
Na Câmara, a leitura de quem acompanha política e comunicação, é de que o presidente Gilmar Pollum (PL) escolheu caminhar em cima de uma linha muito fina. Posturas, omissões e silêncios têm gerado críticas até de aliados, que já evitam apostar publicamente no futuro político do presidente.
Consequências
Em ano de articulação pesada, ficar em cima do muro ou tomando decisões tempestuosas, pode ser tão arriscado quanto escolher o lado errado. Quando a conta chega, o prejuízo já não pode mais ser calculado.
Por outro lado…
…também não faltam dedos apontados para dentro do próprio governo. Integrantes da administração estariam se aventurando em “rotas perigosas”, movidos mais pela sede de cargos do que por projeto coletivo.
Os amigos
O empreguismo escancarado em alguns setores já rende histórias de bastidor que, se vierem à tona, prometem boas “pérolas” para a crônica política local e dor de cabeça para quem finge não ver.





