COLUNA POLÍTICA: Fervo…Carla…Ernani…Lula

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Denúncia no balcão

O prefeito Antonio Tomazini (PL) levou à Polícia Civil de Santa Catarina uma denúncia pesada: possíveis irregularidades administrativas e acessos indevidos a sistemas da prefeitura. O recado é claro: a crise saiu do bastidor político e entrou no campo policial. Agora, o discurso dá lugar à investigação.

Fiscalização ou invasão?

A denúncia aponta que dados internos da administração teriam sido acessados sem autorização e usados de forma indevida. Na lista de citados, aparecem vereadores e servidores da Câmara Municipal de São Bento do Sul. A prefeitura sustenta que fiscalizar é direito, mas invadir sistema é crime. A linha que separa uma coisa da outra virou o centro do embate.

Nota longa, recado curto

Na nota oficial, atual gestão da Prefeitura de São Bento do Sul foi direta: acesso indevido não será relativizado. Fala em auditoria, perícia técnica, respeito às instituições, mas deixa claro que não aceitará ingerência clandestina. Em linguagem política: quem cruzou o limite vai ter que se explicar, fora do plenário.

Crise entre Poderes

O episódio amplia o desgaste entre Executivo e Legislativo na cidade. De um lado, a gestão promete rigor e colaboração com a Justiça. Do outro, o silêncio e a expectativa por manifestações formais. A investigação ainda está no início, mas o estrago político já aconteceu. Em São Bento fica um clima de desconfiança, e a tensão promete novos capítulos.

Carla na vitrine
A ex-vereadora Carla Hofmann (Foto de arquivo) voltou oficialmente ao radar político. Ela confirmou que recebeu convite da deputada Paulinha para assumir e estruturar o Podemos em São Bento do Sul, com direito a “sondagem” para as eleições 2026. A proposta vem acompanhada de um pacote tentador: articulação regional com Rio Negrinho e Mafra e espaço aberto após a desistência do ex-deputado Antonio Aguiar. É daquelas propostas que nenhum político em busca de reentrada ignora.

Vai ou não vai?
Carla diz que está “analisando” e ouvindo o grupo que a acompanha, mas o tabuleiro é claro: ou ela aceita o comando local do Podemos e se reposiciona como opção competitiva, ou deixa a janela escancarada para outro nome ocupar esse espaço. Com Paulinha apostando alto no partido em Santa Catarina, quem sentar na cadeira em São Bento não será apenas figurante. Se Carla recusar, pode ser recado também político, para dentro e para fora do seu círculo.

Mulher e jovens em foco
O presidente da Câmara de Campo Alegre, Ernani dos Santos (PSD), quer tirar do papel dois projetos que estavam apenas no discurso: a Procuradoria da Mulher e a Câmara Mirim. A primeira deve atuar com mais força no combate à violência e na promoção de direitos; a segunda, aproximar estudantes da política real, formando futuras lideranças. Um novo cargo de diretor foi criado justamente para tirar essas iniciativas da gaveta e colocá-las na rotina do Legislativo.

Câmara Mirim, agora pra valer
Com a criação de cargos e novas atribuições, a Câmara Mirim deve ganhar calendário próprio, parceria com escolas e participação efetiva dos alunos em simulações de sessões. A ideia é resgatar comissões e projetos que já existiram, mas ficaram largados, e transformá-los em ferramenta permanente de educação cívica em Campo Alegre. A expectativa é que as primeiras ações práticas comecem ainda neste primeiro semestre.

Extra para votar reajustes
A pedido do prefeito Rubens Blaszkowski (PSD), a Câmara de Campo Alegre foi convocada para sessão extraordinária nesta quinta-feira (19), às 18 horas, para votar uma leva de projetos ligados a salários e benefícios do funcionalismo. Estão na pauta o reajuste de conselheiros tutelares, revisão geral anual, aumento de vencimentos, vale-alimentação e remuneração de agentes de saúde e combate a endemias. Será um teste rápido do compromisso dos vereadores com a valorização do servidor em 2026.

Samba-enredo ou jingle?

Quem assistiu ao desfile da Acadêmicos de Niterói ficou na dúvida: era Carnaval ou horário eleitoral gratuito? Teve biografia, ataque à oposição e culto à personalidade, só faltou pedir voto no refrão. A Sapucaí ouviu, os jurados também. E mandaram a escola direto para o Grupo de Acesso, a segunda divisão do Carnaval Carioca.

Militância não segura escola

A escola apostou tudo na militância e esqueceu o básico: clareza, estética e harmonia. Preferiu atacar conservadores, ridicularizar a fé alheia e posar de vanguarda política. O problema é que jurado não vota por ideologia. Vota por desfile. Resultado: militância gritou “gol”, mas o placar oficial foi “goleada” contra.

Liberdade artística com CPF do contribuinte

O TSE liberou o desfile em nome da arte, mas deixou a porta aberta para a conta chegar depois da festa. E ela pode vir salgada. Quando verba pública banca alegoria e a mensagem vira propaganda, a pergunta não é se pode desfilar, é quem vai explicar isso ao eleitor. Na Sapucaí, a Niterói perdeu o grupo. Fora dela, pode ter perdido bem mais.

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O Jornaleiro

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