POLÍTICA: Câmara…Samae…Tirso…Moções
Começou
A Câmara de Vereadores de São Bento do Sul retomou as Sessões Ordinárias na noite de terça-feira (3) e, já de largada, deu sinais de como deve ser o clima em 2026. Foram 90 indicações protocoladas de uma só vez – um verdadeiro “apagão de bom senso” legislativo. Indicação, no entanto, é só papel: não garante obra, não resolve problema e muitas vezes serve mais para fazer número em rede social do que para mudar a vida de alguém.
Moção em “liquidação”
Vereadores da microrregião precisam acordar para o desmonte do valor da famosa “Moção de Aplausos”. A honraria, que deveria ser reservada a grandes feitos, empresas sérias e cidadãos exemplares, virou moeda barata de troca política. Quando tudo vira motivo para aplauso, nada mais merece respeito, e quem acompanha a vida legislativa já percebeu esse desgaste. Falta critério dos comandos das Casas, inclusive na esfera estadual, para resgatar a credibilidade do instrumento.
Escolha cirúrgica
Depois de muita conversa, o prefeito Tomazini (PL) tomou uma decisão considerada prudente: com “aval” de Joelmir Bogo (UB), colocou a vereadora Terezinha Dybas (PSD) na liderança de governo na Câmara. Tere chega ao posto com fama de articuladora, boa de diálogo e com habilidade para apagar incêndios antes que virem crise. É um recado claro de que o Executivo quer menos conflito público e mais amarração interna. Foto de capa.
Tirso e o “combinado”
Em rápida, mas incisiva conversa com O Jornaleiro, o vice-prefeito Tirson Hümelgenn (UB) foi direto ao ponto ao comentar a possível candidatura de Tomazini à Alesc. Lembrou que, quando fecharam a chapa, o compromisso era simples: buscar a reeleição para administrar juntos por mais quatro anos. Tirso disse confiar na palavra do prefeito e frisou que, por ora, a prioridade deve ser tocar as benfeitorias na cidade, sem desviar o foco para projetos pessoais.
Federação e pedras no caminho
O vice reconhece, porém, que a política não é terreno plano. A federação que une União Brasil e Progressistas ainda promete muita conversa de bastidor e algumas dores de cabeça. “Tem coisas na política que precisam ser respeitadas”, resumiu Tirso, numa frase que vale como recado para aliados apressados e para adversários empolgados.
Exonerações
As recentes exonerações de cargos de confiança feitas por Tomazini seguem rendendo curiosidade dos internautas. Teve quem desabafasse: “Não entendo quem ganha R$ 10 mil por mês e ainda trabalha contra o governo, sujando a própria imagem e quase a credibilidade da gestão. Gente assim tem que ser banida da política”. A fala traduz o sentimento de parte do eleitorado: paciência zero com “cargo comissionado de dupla personalidade”.
Samae e os encostos
No Samae, servidores garantem estar com a lupa ligada. Reclama-se de nomeações sem critério técnico, gente que já rodou por vários postos desde o início da gestão e ainda assim segue “caindo em pé”. Uma fonte foi direta: “Estão tratando o Samae como depósito de encostos sem serventia. Não vamos compactuar com isso”. O recado é claro: o serviço de água e saneamento é estratégico demais para ser usado como abrigo político. Quem sentar na cadeira precisa entender do sistema e ter qualificação, não apenas padrinho.





