POLÍTICA: Explosões…denúncias…Dreveck…Pollum

 POLÍTICA: Explosões…denúncias…Dreveck…Pollum

Campo minado
Movimentar-se pelo tabuleiro político de São Bento do Sul é se arriscar em um verdadeiro campo minado. Explosões são diárias, quase sempre detonadas por agentes que nem votos têm, mas puxam cordas nos bastidores e tratam o poder como troféu pessoal. Em vez de projetos para a cidade, o que se vê é um jogo de interesses cruzados, vaidades infladas e munição pesada disparada a todo momento.

Prejuízos
No meio desse tiroteio, o contribuinte segue como alvo preferencial. Tempo de gestores, técnicos e representantes que deveria estar canalizado para resolver fila na saúde, mobilidade, segurança e desenvolvimento, acaba jogado fora em brigas de gabinete. São horas de máquina pública queimadas em intrigas, que rendem manchetes, mas não entregam asfalto, escola ou remédio.

Executivo x Legislativo
A escalada recente expôs, à luz do dia, o que antes ficava restrito a telefonemas e reuniões reservadas. Executivo e Legislativo passaram a trocar farpas com mais intensidade justamente quando o município precisa de foco para aproveitar oportunidades de crescimento e organizar o futuro. Em vez de alinhar agenda, parte das lideranças insiste em se ocupar do supérfluo, e o preço pode ser cobrado nas urnas e na vida real da população.

Entorno
Toda guerra tem seus generais, mas também seus soldados descartáveis. No entorno das lideranças “chave”, há quem esteja topando ser usado como testa de ferro, assinando representações, dando a cara em redes sociais e assumindo o desgaste em nome de projetos que nem sempre são seus. É o velho “saiu na chuva é pra se molhar” levado ao extremo: muitos entram no jogo achando que vão ganhar espaço e acabam virando peça substituível no tabuleiro. Até quando?

Repensar
Entre tantos movimentos táticos, há um ponto que deveria ser intocável: a saúde. O cidadão pouco se importa com quem “é o pai da criança” num contrato ou projeto; ele quer médico, remédio, pronto‑atendimento funcionando e respeito na hora da consulta. Se a disputa política ameaça a continuidade de serviços, o debate passa do aceitável para o irresponsável. Há muito a ser ajustado no setor, mas sem usar o paciente como moeda de pressão.

Respingos do PL
A decisão nacional do PL de entregar a segunda vaga ao Senado para a federação PP/União Brasil, com preferência explícita por Esperidião Amin, respinga direto em São Bento do Sul. O desenho da majoritária em Santa Catarina reacomoda forças e mexe nas contas locais. A perda de espaço de Caroline de Toni no projeto estadual deixa claro que quem manda no script é Valdemar Costa Neto, e não necessariamente as bases municipais.

Tomazini x Dreveck
Esse rearranjo abre uma interrogação importante: como fica a corrida por uma vaga na Alesc na microrregião? Tomazini, hoje, é tratado como “quase certo” fora do jogo, mas o PL ainda não definiu se vai fincar bandeira em Silvio Dreveck (PP), ou se tenta fabricar um nome local, como o do secretário de Obras, Magrão.

Dreveck

…já se colocou publicamente como pré‑candidato a deputado estadual e tenta retomar a representatividade do Planalto Norte; o problema é saber se o partido vai bancá‑lo com prioridade ou distribuí‑lo na prateleira dos “bons aliados, mas não tanto assim”.

The end

No fim das contas, o ouvido que realmente conta está em Florianópolis. Jorginho Melo, pressionado por deputados que buscam reeleição, como Sargento Lima e Maurício Peixer, de Joinville, sabe que cada voto da região pode ser disputado no tapa.

O que significa?

Na prática, isso significa que qualquer projeto local para a Alesc terá de enfrentar o apetite de quem já tem mandato, estrutura e visibilidade. As bases do PL no Planalto Norte podem descobrir, mais uma vez, que “alinhamento com o governo” nem sempre se traduz em prioridade na fila. Do outro lado, o PP, pode descobrir que algumas batalhas são ganhas a cada passo, desde que transite pelos “carreiros” onde o eleitor comum também pisa!

Amunesc
Enquanto o xadrez estadual ferve, a microrregião se reorganiza institucionalmente. Às 16 horas, em Joinville, toma posse a nova diretoria da Amunesc: o comando passa para o prefeito de Rio Negrinho, Caio Treml (PL/Imagem de capa), já confirmado para 2026, e Antonio Tomazini assume a presidência do CimAmunesc, o consórcio da entidade.

Ponto Positivo

O comando da Associação com os prefeitos da microrregião pode ser um movimento que, se bem usado, reforça a voz regional na negociação por recursos e obras, desde que, claro, o campo minado da política local não exploda mais pontes do que construa.

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O Jornaleiro

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