POLÍTICA SC: PP…PSD…MDB…Cuba…Seif
Apadrinhamento afetivo em SC
Na sessão de quarta-feira, 11 de fevereiro, a Assembleia Legislativa finalmente aprovou o projeto que regulamenta o apadrinhamento afetivo em Santa Catarina, prática que o Ministério Público já tocava há anos, mesmo sem o carimbo oficial dos deputados.
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A proposta do deputado Mário Motta (PSD) tenta, agora no papel, garantir vínculo estável entre crianças e adolescentes acolhidos e padrinhos voluntários; resta saber se o entusiasmo humanitário da tribuna se mantém na hora de fiscalizar a política funcionando na vida real.
Pressão por alianças ao Senado
Na guerra fria do Senado, a federação União Progressista (PP e União Brasil) apertou o cerco sobre Jorginho Mello (PL) nas negociações para 2026. O recado foi direto: ou o governador abraça de vez a reeleição de Esperidião Amin (PP) ou os aliados buscam abrigo no projeto de João Rodrigues (PSD), caso o PL insista em multiplicar candidaturas e dividir a própria base.
PP cobra apoio
No Progressistas, a conta é simples: se Jorginho quer uma base fiel, precisa dizer em voz alta que Amin é o seu candidato ao Senado, sem meias palavras nem discursos genéricos. A leitura interna é que, sem essa sinalização, o risco de racha entre PL, PP e União Brasil cresce, e com ele a possibilidade de palanques murchos em regiões estratégicas do estado.
PSD se articula
O PSD catarinense trata João Rodrigues como pré-candidato ao governo e, de quebra, como fiador de uma futura “frente ampla” anti-PL, se for o caso. O prefeito de Chapecó já fala em deixar o cargo até o fim de março para rodar o estado, e não esconde que conversa com MDB e União Progressista, um aviso claro de que, se o PL não abrir espaço, ele não pretende ficar parado na calçada.
MDB e sua grandeza
Fora da base de Jorginho, o MDB voltou a lembrar, em bom som, que ainda é o partido com mais capilaridade em Santa Catarina: 71 prefeituras e 59 vices na conta. Com esse curral eleitoral, a sigla já iniciou conversas com o centrão para montar uma alternativa ao PL – e, claro, reforçar a narrativa de que governo passa, mas o MDB sempre fica.
Termômetro
Com o PL esticado de norte a sul do estado e MDB e PSD afiando os discursos, Santa Catarina vai se consolidando como laboratório de luxo para a eleição nacional de 2026. O desenho das alianças locais promete influenciar diretamente quem sobe no palanque presidencial e como se rearrumam as bancadas no Congresso.
Ainda em debate
A lei sancionada por Jorginho Mello que proíbe cotas raciais em instituições de ensino financiadas pelo estado continua jogando gasolina no debate político catarinense. Contestada por entidades e questionada na Justiça, a norma obrigou governo e Alesc a explicar, com todas as letras, por que resolveram remar na contramão das políticas afirmativas adotadas no resto do país.
TSE e Seif
No xadrez de Brasília, o TSE retomou o julgamento do recurso que tenta cassar o mandato do senador Jorge Seif (PL/SC), um dos nomes de confiança de Jorginho. O relator se posicionou por manter a decisão do TER/SC, que já havia rejeitado a ação, mas o simples fato de o caso seguir em pauta é suficiente para deixar PL e oposição em estado de alerta permanente.
Agenda de costumes
Na Alesc, aliados de Jorginho trabalham para empurrar adiante uma agenda de costumes que passa por restringir políticas afirmativas e revisar programas educacionais. A estratégia mira consolidar o eleitorado conservador do PL, mesmo que isso signifique aumentar o desgaste com a oposição, movimentos sociais e parte da comunidade acadêmica.
Oposição
Do outro lado, oposição e independentes afinam o discurso para enfrentar o que chamam de “pacote excludente” do governo estadual. O foco imediato é a lei que barra cotas raciais e outras propostas na área de educação e assistência social que devem transformar o plenário da Alesc em arena de embates ao longo de 2026.
Cubanos
Reportagem exibida na quarta (11) mostrou o avanço da imigração de cubanos para Santa Catarina, atraídos por trabalho e melhores condições de vida em cidades industriais e de serviços. A chegada dessa mão de obra revela, por contraste, a incapacidade do regime de Havana de segurar seu próprio povo, mais um retrato de modelo socialista que se desfaz enquanto a economia catarinense absorve quem consegue sair.
Chegou à Alesc
Ituporanga declarou emergência econômica após o preço da cebola despencar e deixar produtores no vermelho, sem sequer cobrir os custos da lavoura. O drama do “ouro branco” do Alto Vale chegou ao plenário da Alesc na quarta (11), onde deputados se revezaram entre discursos solidários e cobranças por ações concretas – porque, até agora, o único que está descascando a cebola é o agricultor.





