PREOCUPANTE: 44 meninas dão à luz por hora no Brasil

 PREOCUPANTE: 44 meninas dão à luz por hora no Brasil

Nacional – Os primeiros dias de fevereiro marcam a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência e, com ela, um número que acende o sinal vermelho entre especialistas: no Brasil, a cada hora, 44 adolescentes dão à luz. Em 2024, foram mais de 272 mil nascimentos de mães adolescentes no país. Em Santa Catarina, a realidade também preocupa: só em 2021, mais de 3,1 mil jovens com até 19 anos se tornaram mães, segundo dados da vigilância epidemiológica.

​Além dos riscos à saúde da mãe e do bebê, os impactos sociais da gestação precoce são profundos. A pediatra Rose Marcelino, presidente da Sociedade Catarinense de Pediatria, lembra que a maternidade na adolescência está diretamente ligada à evasão escolar. Cerca de 20% das jovens que engravidam abandonam os estudos, o que compromete oportunidades futuras de trabalho e renda e ajuda a perpetuar o ciclo de pobreza. Para a família, a gravidez traz sobrecarga financeira e emocional; para a sociedade, representa um custo social elevado e reforça desigualdades de gênero, já que a responsabilidade quase sempre recai sobre a menina, limitando seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Alerta

A pediatra destaca que a gravidez na adolescência segue sendo um grande desafio de saúde pública, fortemente influenciado pela desigualdade social, que torna meninas de baixa renda mais vulneráveis. Para a Sociedade Catarinense de Pediatria, a prevenção passa por informação de qualidade, acesso a serviços de saúde e atuação direta dos profissionais na ponta. “O nosso papel é acolher sem julgamentos, garantindo que o adolescente se sinta seguro para compartilhar suas dúvidas”, afirma Rose Marcelino. Segundo ela, cabe ao pediatra identificar situações de vulnerabilidade e, quando a gravidez já aconteceu, acompanhar a jovem mãe e o bebê, minimizando riscos e garantindo um desenvolvimento saudável para ambos.

​Especialistas defendem que o enfrentamento da gravidez precoce depende de ações integradas entre saúde, educação, assistência social e proteção à infância, com participação ativa das famílias e da escola no diálogo sobre sexualidade, projetos de vida e direitos reprodutivos.

Fonte: acaert

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O Jornaleiro

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