COLUNA POLÍTICA: “Guerra Fria”…Telma…Chico

 COLUNA POLÍTICA: “Guerra Fria”…Telma…Chico

Clareou

Não restam mais sombras: o prefeito Tomazini (PL) não será candidato a uma cadeira na Alesc em outubro. Não vai. O plano, hoje cristalino, é manter um nome “de reserva”, alguém com credibilidade suficiente para ser acionado conforme o vento político. É nesse tabuleiro que surge o secretário de Obras, Luiz Neri Pereira, o Magrão.

Porém…

A nominata do PL em Santa Catarina não é definida em reuniões locais nem em cafés discretos. Ela passa, invariavelmente, pelo crivo do governador Jorginho Melo. E ele já deixou o recado: quer prefeitos ou vices com musculatura eleitoral, capazes de turbinar a chapa e proteger os atuais deputados que buscarão a reeleição. Nesse cenário, abrir espaço para um nome da microrregião soa mais como desejo do que como possibilidade real.

Outra

O pano de fundo vai além do projeto eleitoral. Tomazini enfrenta um desgaste silencioso, daqueles que não fazem barulho nas redes, mas corroem capital político nos bastidores. A chamada “guerra fria” segue ativa.

Magrão

…surgiria, nesse contexto, como escudeiro na Câmara: alguém capaz de dar sustentação ao governo e fazer frente, com mais densidade, às vozes de Gilmar Pollum (PL), Rodrigo Vargas (PP) e até Joelmir Bogo (UB) que teve uma “mudança de postura” após deixar a liderança de governo.

E…

…há ainda o projeto, nada disfarçado, de colocar alguém do grupo governista no comando da Câmara na segunda metade da legislatura. Com Magrão em campo, Tomazini voltaria a contar com cinco votos alinhados. Isso se explica, sobretudo, porque o distanciamento de Bogo (dizem os bastidores) vem se acelerando, e sua adesão à Federação PP/União Brasil já estaria praticamente selada, “em todos os sentidos”.

Queda de braço

O ambiente político anda elétrico para quem transita nas linhas tênues do poder. A disputa, que começou por interesses pessoais e vaidades bem conhecidas, ameaça sair do controle. Alguns, estrategicamente, optaram por não entrar nesse campo minado. Reconheceram ali um filme repetido e, conhecendo o final, preferiram se preservar.

Precisava aparecer

PP e União Brasil, por exemplo, carecem de usar seus mandatos como vitrines. É preciso projetar siglas, fixar marcas e ocupar espaço na memória do eleitor. Em breve, candidatos da microrregião, ou ao menos próximos dela, dependerão desse respaldo parlamentar para viabilizar agendas. Por ora, essa articulação parece mais um exercício de imaginação do que um projeto concreto.

Na “terrinha”

Em Campo Alegre, o vereador Alexandre Telma Neto (PP/Foto) perdeu a paciência. Usou a Palavra Livre na Sessão Ordinária de segunda-feira (2) e disparou contra o setor de Planejamento da Prefeitura. Denunciou a morosidade em projetos básicos, como uma simples cabeceira de ponte, travados pela inércia da engenharia. “Não vou mais me calar. Precisamos de ação. Se necessário, terceirizar”, cravou.

Outro

O vereador Francisco Kuhnen (MDB), que ao lado de Fábio Kuhnen (PL) tem feito uma oposição firme, porém equilibrada, lembrou que o problema do planejamento vem sendo alertado há meses, sem resposta efetiva. O prefeito Rubens Blaszkowsky (PSD) agora terá de “se virar nos 30” para conter o desgaste e impedir que a insatisfação ganhe corpo no parlamento.

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O Jornaleiro

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