COLUNA POLÍTICA: Magrão…risco…brigas…Dreveck

 COLUNA POLÍTICA: Magrão…risco…brigas…Dreveck

A encruzilhada de Magrão

A possibilidade de migração partidária deixou de ser um mero boato nos corredores do poder e assumiu contornos concretos. Luiz Neri Pereira, o Magrão, atual secretário de Obras e nome de destaque no cenário municipal, confirmou que a troca do Partido Liberal (PL) pelo Republicanos está na mesa de negociações.

Xadrez político

O objetivo declarado é pavimentar uma candidatura a deputado estadual nas eleições de outubro. A manobra, porém, é muito mais do que uma simples troca de sigla; é um movimento de alto risco que redefine forças e projeta sombras sobre o futuro político local.

O preço da ambição

Analistas ponderam que Magrão pode ser o maior prejudicado por essa empreitada. Consolidado como uma das principais lideranças do município, figura dada como certa para concorrer à sucessão nas eleições municipais de 2028, ele coloca em jogo um capital político sólido em uma disputa estadual incerta.

Risco do salto no escuro

Provérbio político é claro: quem muito tem, muito pode perder. Uma campanha que não se traduza em eleição pode corroer a credibilidade arduamente construída junto à população, que hoje o reconhece mais pelos serviços à frente da pasta do que por promessas eleitorais.

A reunião decisiva

A reunião agendada para esta sexta-feira (27) com o governador Jorginho Mello (PL) e o deputado federal Zé Trovão (PL), joga luz sobre os reais interesses que movem as peças no tabuleiro. Para Trovão, a presença de um cabo eleitoral de peso em São Bento do Sul é moeda de alto valor para sua reeleição.

Os interesses em jogo

Para o PL local, a saída de seu principal nome para o Republicanos representaria uma sangria de difícil recuperação, um preço muito alto a ser pago por uma aliança de beneficiários muito interessados no patrimônio (voto) local.

Além das fronteiras municipais

Nos bastidores, especula-se que a estratégia também mira minar a base territorial de Sílvio Dreveck (PP), que deve deixar a Secretaria de Estado da Indústria em breve. Dreveck, em ascensão nas pesquisas estaduais, é visto como a “bola da vez” do PP para uma eventual disputa municipal, caso não conquiste uma vaga na Alesc. A movimentação, portanto, pode não ser apenas sobre Magrão, mas sobre a reconfiguração do poder regional.

A ilusão vendida

Há, no entanto, um abismo entre as conversas dos bastidores e a fria matemática eleitoral. É uma ilusão perigosa acreditar que um candidato carrega sozinho, o mesmo peso eleitoral ao trocar a máquina partidária que o projetou.

A realidade concreta

O caminho mais seguro para o secretário, avaliam observadores mais cautelosos, seria a continuidade do trabalho executivo, onde seu reconhecimento é evidenciado pela população e incontestável. Muitos incentivam o salto agora, mas serão poucos os que calçarão os sapatos para bater de porta em porta na campanha.

Dreveck: o projeto claro!

Enquanto o cenário para Magrão parece nebuloso, Sílvio Dreveck tem traçado seu caminho com clareza estratégica. Reiteradas vezes, afastou qualquer interesse na prefeitura de São Bento do Sul, concentrando todos os esforços no retorno à Assembleia Legislativa.

Cálculos

Seu distanciamento do ex-mentor Esperidião Amin (PP) e a sintonia com a popularidade do governo Jorginho Mello são movimentos calculados de um político que lê o momento e joga para vencer.

Tomazini no limite

Em conversa com esta coluna, o prefeito Antônio Tomazini manteve um silêncio eloquente sobre os ataques que tem sofrido, inclusive de dentro do próprio espectro político. “Trabalho de cabeça erguida e com a consciência tranquila”, limitou-se a dizer, confiando na seriedade da Justiça.

Calmaria que precede a resposta

Mas esse silêncio, segundo fontes próximas ao Alcaide, é o de quem esgotou a linha da tolerância. As investidas, que teriam extrapolado para a esfera pessoal com denúncias levianas, prepararam o terreno para uma resposta que promete ser cirúrgica. A “rádio corredor” já sussurra sobre um contra-ataque que fará com que alguns “peguem o banquinho e saiam de mansinho”.

O Judiciário como campo de batalha

O Jornaleiro apurou que ao menos quatro ações judiciais estão caminhando, o que tem potencial para estremecer as fundações da política municipal. Sem confirmar diretamente, Tomazini deixou uma pista sobre seu estado de espírito: “Na política, a gente engole seco muitas coisas. Mas há situações que exigem uma resposta. Neste caso, uma resposta judicial”.

Vai pra cima!

A mensagem é clara: o campo da disputa, exige respeito, seriedade e compromisso com quem elege os representantes. Passando disso, as ações podem redefinir aliados e adversários de forma dramática. Como na história de “Elliot e Boog”: O bicho vai pegar!

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O Jornaleiro

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