COLUNA POLÍTICA: Audiência…Câmara…Magrão…Climão
Froxou!
A pressão surtiu efeito. A equipe do ICMBio, que deveria encarar a população em audiência pública na noite desta quarta-feira (8), em Garuva, simplesmente desistiu de vir. Preferiu mandar apenas um vídeo sobre o tal parque nacional.
Resumo
Como resumiu, sem rodeios, o vereador João Nilson Venera (PP): “sentiram a pressão”. A base governista (Governo Federal) pode até tentar dourar a pílula, mas a mensagem é clara: quando o povo se organiza, tem técnico que prefere a tela do computador à verdade olho no olho.
Parque Nacional
Enquanto isso, moradores de Campo Alegre, Joinville, Garuva, Tijucas do Sul e Guaratuba correm contra o relógio para barrar o projeto de parque nacional desenhado em Brasília. Lá, tudo indica que a pressa é apenas para que “saia do papel”, custe o que custar a quem vive e produz na região.
In loco
Aqui, a pergunta que ecoa em reuniões, grupos de WhatsApp e conversas de bar é outra: o que existe por trás de tanta insistência num projeto que ameaça modos de vida inteiros, justamente de quem ajudou a preservar aquelas áreas por décadas?
Prejuízos
Vereadores das cinco cidades atingidas, e ainda de municípios vizinhos, prometem lotar a audiência pública e engrossar o coro contra o parque. O temor é que centenas de famílias sejam empurradas para fora de suas terras sob o rótulo de “unidade de conservação”, com indenizações que, quando chegam, não pagam a história construída ali. Não por acaso, lideranças locais fazem questão de lembrar que a natureza só chegou até aqui preservada porque houve trabalho, cuidado e presença das próprias comunidades de montanha.
Câmara
Em São Bento do Sul, a sessão ordinária de terça-feira (7) mais uma vez frustrou quem ainda alimenta esperança de ver bandeira branca hasteada no plenário. O clima seguiu pesado, sem “milagre” político à vista.
Mais denúncias
Duas novas denúncias deram combustível à guerra de narrativas, discursos reforçaram a continuidade da disputa e o que se ouviu, entre um voto e outro, foram muitos lamentos e poucas propostas concretas para o cidadão que paga a conta.
Pedidos
Mesmo assim, algumas vozes insistem em pedir freio de mão. Na Palavra Livre, os vereadores Magrão (PL) e Cátia Friedrich (PSD/Foto) apelaram por prudência, revisão de postura e busca de entendimentos em nome da população. O recado foi direto: a briga já passou do limite do saudável e começa a virar inimizade aberta, dentro e fora do parlamento, contaminando corredores, gabinetes e até amizades de longa data.
“Clima de terror”
Nos bastidores, servidores da Câmara desabafam em off que o ambiente interno virou um “clima de terror”. Há quem diga que entra no prédio com arrepio, sem saber qual será a próxima explosão política do dia. Medo de retaliações, conversas sussurradas e olhares desconfiados compõem o cenário de uma Casa que deveria ser o espaço mais transparente e arejado da cidade.
Pra piorar…
Como se não bastasse a crise, o holerite de um servidor do Legislativo passou a circular nas redes sociais. O documento, que é público, mostra salário final acima de 17 mil reais, incluindo uma gratificação de pouco mais de 3,8 mil reais, valor maior que o vencimento de muitos secretários municipais.
Chama atenção
A exposição acendeu mais uma polêmica: em tempos de recursos curtos e brigas políticas longas, a população começa a comparar, cobrar coerência e questionar se o dinheiro do contribuinte está sendo usado com o cuidado que o momento exige.
São Bento em ebulição
O resumo da ópera política em São Bento do Sul é simples e preocupante: enquanto o entorno se mobiliza contra um parque nacional que ameaça o sustento de centenas de famílias, a Câmara vive um roteiro de guerra fria, denúncias em série e clima interno de tensão.
“Grilo na cuca”
Entre holerites polpudos, apelos isolados por diálogo e até uma parte do Executivo que acompanha de camarote parte fragmentada dos embates, quem fica espremido é o cidadão comum. Ele vê o tempo passar, as pautas travarem e a sensação crescer de que, no meio de tanta disputa de poder, os problemas reais da cidade ficam esperando na fila.





