COLUNA POLÍTICA: Parque…autismo…Gilmar…descontos
Parque Nacional
Vereadores de Campo Alegre voltam à carga contra o projeto do governo federal que pretende criar um parque nacional na região de Araçatuba e Quiriri. A caravana campo-alegrense se soma, nesta quarta-feira (8), a parlamentares de Garuva em audiência pública para discutir a proposta, que também atinge Joinville, Tijucas do Sul e Guaratuba. Nos bastidores, a leitura é de que Brasília desenha o mapa em gabinete e empurra a conta para quem vive da terra.
Contra
Na sessão desta segunda-feira (6), a Câmara de Campo Alegre foi uníssona: todos os vereadores se declararam contra o parque nacional. A principal bronca é a ameaça a famílias que podem perder propriedades construídas ao longo de gerações, em troca de indenizações consideradas irrisórias e com pagamento que pode se arrastar por até 30 anos. No plenário, a sensação é de que, do jeito que está, o “projeto ambiental” mais parece desapropriação em câmera lenta.
Pressão
Em Campo Alegre, o tom também mudou quando o assunto é política para pessoas com autismo. Até outubro de 2024, as críticas ao governo municipal pela falta de ações eram frequentes e barulhentas. De lá para cá, o volume caiu, e muito. Fica a pergunta incômoda: o que aconteceu nos bastidores para transformar gritos em silêncio?
Mais cedo
A sessão ordinária desta terça-feira (7) na Câmara de São Bento do Sul foi antecipada para as 16 horas, mas o que está cedo mesmo é o clima de tensão. O embate entre Mesa Diretora, direção da Casa e Executivo ganha novos capítulos a cada dia. Agora, um documento pede a aplicação do “decoro parlamentar” contra o presidente. Nos corredores, ninguém arrisca: a tarde promete faísca.
Bastidores
Entre os vereadores, há quem enxergue cálculo político no retorno de Magrão (PL) ao Legislativo. À frente da Comissão de Ética, ele passa a ter papel decisivo justamente no momento em que o presidente da Câmara entra na mira. Se o processo avançar, o peso de Magrão na balança pode fazer toda a diferença.
Porém… todavia…
Especialistas em direito consultados por parlamentares apontam fragilidades no documento enviado pelo prefeito, que pede a destituição do presidente por suposta conduta “em desconformidade com o cargo”. Há quem diga que a peça tem buracos suficientes para emperrar a atuação da Comissão de Ética e facilitar a defesa do alvo da denúncia. É o tipo de caso em que a política corre mais rápido que o protocolo.
Fica!
Passado o prazo da janela partidária, o presidente da Câmara, vereador Gilmar Pollum (PL/Foto), continua onde sempre esteve: no PL. O desejo de trocar de sigla, segundo aliados, tinha a bênção informal do comando local, mas esbarrou na recusa em dar o aval que garantiria o mandato sem risco. A negativa pode ter inaugurado uma discreta “guerra fria” entre Pollum e a cúpula liberal, que agora será travada voto a voto.
Sindicato
Na Semana Santa, o caso do desconto em folha dos servidores municipais, que opõe Executivo e Sindicato, sumiu do radar público. Longe dos microfones, porém, as conversas continuaram em reuniões reservadas. A movimentação indica uma retomada da diplomacia entre as partes e alimenta a expectativa de um acordo que, se vier, pode encerrar uma das crises mais ruidosas da gestão.





