POLÍTICA NACIONAL: CPI´s…Vorcaro…culpado

 POLÍTICA NACIONAL: CPI´s…Vorcaro…culpado

Sacanagens em combustíveis

Sob comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a força-tarefa nacional dos combustíveis segue visitando postos em vários estados, com ANP, Procons e polícias atrás de preços abusivos. Na propaganda oficial, é proteção ao consumidor; na prática, mostra também o tamanho da farra que alguns empresários fizeram na esteira da crise internacional, testando até onde dava para empurrar o litro pra cima sem chamar atenção demais.

Anulação

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou com revisão criminal no STF para tentar anular a condenação de 27 anos e 3 meses pelo caso conhecido como “8 de janeiro”. O argumento é pesado: “erro judiciário”, uso da Primeira Turma em vez do Plenário e pedido para anular a delação de Mauro Cid, que tem sido apontado como parente próximo de “Pinóquio”.

Olhos na Segunda Turma

O pedido caiu na Segunda Turma, hoje formada por André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux – este último já havia votado pela absolvição de Bolsonaro em outro momento. Os advogados insistem que não há prova de ordem direta do ex-presidente sobre os atos de 8 de janeiro, enquanto ele segue em prisão domiciliar humanitária, transformando o caso numa mistura de batalha jurídica, cálculo político e teste de limites de “des” mandos do STF

Emenda “Master”, versão FGC

A Polícia Federal descobriu que a polêmica “Emenda Master”, apresentada pelo senador Ciro Nogueira, não nasceu no Senado, mas na mesa de assessores do próprio Banco Master. A proposta ampliava a proteção do Fundo Garantidor de Créditos de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF, uma gentileza legislativa que, se aprovada, valeria ouro para grandes investidores e bancos em apuros.

Risco moral no talo

Especialistas alertam que aumentar demais a rede de proteção do FGC encarece tarifas, eleva juros e cria um baita risco moral: quanto maior o colchão público, maior a coragem de alguns em brincar com o sistema. Não à toa, a CCJ do Senado derrubou a emenda por inconstitucionalidade, e Ciro Nogueira agora jura que não há ilegalidade alguma, que tudo não passou de “debate técnico” – técnico, sim, mas muito conveniente.

Admitindo culpa

Na tentativa de fechar uma delação, Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, acena com a devolução de cerca de R$ 40 bilhões aos cofres públicos, pagos em suaves prestações ao longo de 10 anos. No STF, a reação foi gelada: para alguns ministros, o prazo é tão elástico que ameaça esvaziar o caráter exemplar da punição e transformar o “acerto de contas” em carnê de loja.

Compliance Zero no encalço

A proposta está sob a lupa da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e do ministro André Mendonça, relator do caso. A Operação Compliance Zero investiga um combo de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e relações promíscuas do Master com políticos, um enredo que, se bem detalhado na delação, pode respingar em gente graúda de Brasília.

CPIs do Master na gaveta

Enquanto isso, três pedidos de comissão, CPI no Senado, CPI na Câmara e até CPMI, continuam bem acomodados na gaveta do Congresso. A instalação depende de Davi Alcolumbre e Hugo Motta, que não têm prazo para decidir, o que torna a “morosidade” um instrumento político eficiente para quem teme o estrago de uma investigação com holofote e transmissão ao vivo.

Todo mundo com medo da CPI

Nos bastidores, governo e oposição fazem contas: quem tiver presidência e relatoria da CPI controla narrativa, cronograma e, muitas vezes, o alcance das revelações. Flávio Bolsonaro acusa o PT de boicotar a CPI no Senado, enquanto partidos da base preferem um modelo “amplo” sobre o sistema financeiro, que dilua o foco no Master e reduza o palco da direita.

Flávio em modo campanha

Flávio Bolsonaro (PL), na foto de capa sendo recepcionado por Jorginho Melo, já em modo pré-campanha presidencial, cumpre agenda em Florianópolis desde sexta-feira (8), escoltado pelo irmão Carlos e por uma comitiva afinada anti-Lula. Foi recepcionado por Jorginho Mello, Michel Schlemper e Jorge Seif, num cenário que lembra bem mais um comitê eleitoral ampliado do que uma simples visita protocolar.

Cinema, empresários e palco em Jurerê

Na sexta, Flávio participou de sessão fechada do documentário “A Colisão dos Destinos”, sobre Jair Bolsonaro, no Cine Paradigma, e depois emendou jantar com cerca de 300 empresários no Sesc Cacupé. Neste sábado, o roteiro inclui um grande evento do PL no Stage Music Park, em Jurerê, às 14h22, num horário que parece escolhido sob medida para garantir imagem cheia de sol, mar e militância animada para os vídeos de campanha.

Lula, Trump e o tabuleiro eleitoral

Do outro lado do tabuleiro, opositores de Lula (PT) criticam o presidente por buscar um encontro com Donald Trump, atual presidente dos EUA, numa agenda que, segundo eles, mira tanto a política externa quanto o marketing interno. Enquanto o Planalto fala em diálogo institucional, o Congresso ferve com debates sobre a nova lei de dosimetria penal, manifestações na Esplanada e discursos que, curiosamente, miram o Judiciário, mas também espiam as pesquisas de 2026.

Vistos, sanções e narrativa

Lula levou à mesa com os EUA a situação de brasileiros com vistos suspensos, sugerindo que a revisão desses casos pode pesar na avaliação sobre sanções e na relação bilateral. Oficialmente, o Planalto nega barganha política, mas críticos apontam que a comunicação do governo divulgou apenas a parte “bonita” da conversa, reforçando a impressão de que, na diplomacia petista, a linha entre interesse de Estado e conveniência eleitoral continua bem fina.

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O Jornaleiro

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