CASO PESCHISKI: Sem prazo, processo vai para arquivo
São Bento do Sul – O caso que investiga suposto envolvimento do vereador Ângelo Peschiski (MDB) em um suposto esquema de rachadinha ocorrida na Câmara Municipal pode estar chegando ao fim, pelo menos dentro do Legislativo.
Os vereadores integrantes, envolvidos na Comissão, liderados pela presidente, vereadora Terezinha Dybas (PSDB/FOTO), estão nesta tarde de quinta-feira (11) em reunião com representantes de veículos de comunicação da cidade para tratar do assunto.
Conforme entendimento embasado na lei a Comissão Processante não conseguiu realizar os trabalhos dentro dos prazos previstos, delegando neste primeiro momento o arquivamento do processo.
Terezinha explicou que ao longo do tempo de trabalho foi feito de tudo para esclarecer os fatos, porém o fato de a advogada da parte envolvida ter enfrentado problemas de saúde ao longo do percurso, tendo apresentado um atestado após outro, acabou impedindo o sucesso dos trabalhos. “Fizemos o que estava aí nosso alcance, mas precisamos seguir os trâmites previstos em lei. Estivemos muito perto de elucidar tudo isso, mas não foi possível”, disse Terezinha.
Alguns vereadores presentes no ambiente, como Hélio Alves (UB), Adriano Reinherdt (PP) e Jairson Sabino (PSDB) se mostraram contrariados com a conclusão do trabalho e o resultado de arquivamento. “Para o cidadão vai parecer que é permitida a prática da rachadinha na Câmara de São Bento “, disse Hélio Alves.
Terezinha acrescentou que o caso pode não estar encerrado, pois é possível entrada de alguma parte, com nova medida.
Hélio Alves ainda destacou que seria interessante a Câmara Municipal rever o Regimento Interno e acabar com as CPI ‘s na casa. “Se não chega a lugar nenhum, precisa ser extinta do Regimento”, pontuou Hélio.
O representante jurídico da Câmara, Vanderlei Gesser, destacou que todas as medidas legais foram seguidas conforme a Lei.
Foto: Luzardo Chaves/O Jornaleiro





