Policial e marido de vereadora é suspeito de colocar rastreador no carro de filho do prefeito Itajaí

 Policial e marido de vereadora é suspeito de colocar rastreador no carro de filho do prefeito Itajaí

Itajaí – Um policial civil de Itajaí, no Litoral Norte, foi alvo de um mandado de busca e apreensão na terça-feira (22).

Esposo da vereadora Chris Stuart (PSC), ele é suspeito de instalar rastreadores em carros de dois servidores da prefeitura, sendo um deles o filho do prefeito afastado, Volnei Morastoni, e Secretário de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, Thiago Morastoni.

Na casa do policial foi apreendido um aparelho celular. Não houve prisão. De acordo com a corporação, responsável por cumprir o mandado de busca, ele está sendo investigado pelo crime de perseguição.

O caso segue em sigilo. A defesa de Selmo Pedro Corrêa se manifestou através de nota informando que requereu acesso à investigação para se inteirar dos fatos e se pronunciar posteriormente sobre as acusações.

“A defesa do acusado adianta, que nada de ilícito foi encontrado na busca e apreensão realizada na residência do investigado e nega, desde já e de forma veemente, a prática de qualquer ilícito por parte de seu cliente”, diz a nota da defesa.

O advogado do policial ainda aponta que as suspeitas têm motivação política. “Tal atitude, ao que parece, visa questões estritamente políticas e objetiva prejudicar a esposa do investigado, visto a proximidade das eleições à mesa diretora da Câmara de Vereadores de Itajaí”, detalha.

Em nota, a Divisão de Investigação Criminal da cidade informou que o cumprimento do mandado foi acompanhado pela Corregedoria. Um procedimento administrativo foi instaurado na Polícia Civil para apurar o fato. O policial segue trabalhando.

Já a prefeitura esclareceu que acompanha o caso. Afirmou ainda que dois servidores atuais localizaram os rastreadores em seus veículos e registraram boletins de ocorrência. A administração aguarda os desdobramentos da investigação.

Ao g1 SC, a vereadora, esposa do acusado, disse que o mandado tinha como fundamento de “prova obtida unilateralmente e passível de adulteração, sem a fé pública necessária”.

Afirmou também que a cidade está às vésperas de decisões políticas e isso “faz com que adversários inconformados com reiteradas derrotas políticas, tentem atacar novamente a minha imagem”.

“Infelizmente, vejo tudo isso como um jogo sujo. Algumas pessoas da imprensa chegaram antes dos agentes na minha casa. Isso deixa claro que houve vazamento de informações, o que deixa todo processo suspeito”, informou.

Os nomes dos servidores públicos que tiveram rastreadores inseridos nos carros não foram revelados pela Polícia Civil. Porém, em nota, o Secretário de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, Tiago Morastoni, divulgou informou ser um dos rastreados.

Na publicação, diz que descobriu o rastreador em 5 de agosto, antes do início da campanha eleitoral onde concorreu ao cargo de deputado estadual, não sendo eleito.

“Imediatamente procurei meu advogado, registramos o caso na Polícia Civil e oferecemos notícia-crime à Justiça. Sob orientação da própria polícia, não retirei o rastreador do meu veículo e segui por mais 20 dias com o equipamento acoplado na traseira do meu carro particular”, escreveu.

A Câmara de Vereadores de Itajaí informou que não vai se manifestar neste momento, “pois os possíveis atos se referem ao cônjuge da parlamentar”. Além disso, os atos investigados não são relacionados à atividade da Câmara.

Fonte: G1

 Foto: Prefeitura/Itajaí/Divulgação

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