FORÇA FEMININA: Começo de um longo trabalho

 FORÇA FEMININA: Começo de um longo trabalho

São Bento do Sul – Na tarde desta quarta-feira (15) aconteceu no Plenário da Câmara Municipal um encontro capitaneado pela Procuradoria da Mulher de São Bento do Sul. Objetivo foi falar de um planejamento que está sendo organizado para que o mês de março, em que se comemora o dia da mulher (8 de março), seja de muita informação acerca do “Combate, à violência contra a mulher”.

Segundo a procuradora, vereadora Terezinha Dybas (PSDB), objetivo é levar informações mais claras para todas as pessoas sobre o sofrimento imposto às famílias, quando uma  mulher é vítima de violência. “Quando uma mulher é vítima não é somente ela que sofre, a família toda é afetada, e em muitos casos, inclusive o agressor acaba tendo prejuízos com suas ações”, disse.

Terezinha, acompanhada das vereadoras Zuleica Voltolini (PP) e Karin Lili Fechner (MDB), apresentou para as mulheres presentes, algumas ideias que já estão sendo trabalhadas para entrar em prática no mês da mulher.

A procuradora ainda destacou que existe uma série de lutas em favor da mulher que precisam de apoio e participação da sociedade, inclusive na situação de atendimento à mulher no âmbito da Justiça, ou precisamente quando ela precisa registrar queixa ou ser ouvida por autoridades. “Contamos inclusive com apoio da Polícia Civil, mas muitas vezes a gente precisa ser compreensiva com as mulheres que sofrem violência porque elas estão sendo atendidas no mesmo espaço em que os agressores também estão sendo ouvidos. Esta situação é uma das que precisamos seguir trabalhando para mudar”, destacou.

Advogada, a vereadora Terezinha Dybas está à frente da Procuradoria da Mulher, mas conta com apoio das colegas de parlamento

Os números da violência

Terezinha apresentou para o público presente um apanhado de manchetes de jornais e redes sociais da cidade e matérias tratando de violência contra a mulher. Destacou os números de agressões e feminicídios que ainda seguem de maneira crescente no país, no estado e pela região. “Precisamos mostrar que a violência existe, que precisamos fazer alguma coisa quanto sociedade e que o Poder Público também possa entrar nessa causa para que tenhamos resultados positivos em favor da mulher e contra a violência”, acrescentou.

A vereadora Karin destacou que é imprescindível mais pessoas se engajarem na causa. “Eu, como trabalhadora da área de assistência Social, preciso estar junto neste projeto, assim como todas as mulheres que exercem um papel dentro da sociedade. Temos exemplos de municípios onde foram constituídos comitês de defesa da mulher para amenizar a situação e tirá-las de uma vida de sofrimento. Precisamos fazer algo urgente para diminuir o número de casos de violência doméstica que temos enfrentado na cidade”, disse Karin.

Resultados diferentes

A vereadora Carla Hofmann (PSD) usou a palavra para dizer que os resultados diferentes, que façam amenizar a situação, só devem aparecer conforme os trabalhos diferentes que as mulheres e a sociedade desenvolverem. Segundo ela, muitas entidades estão se engajando na causa, inclusive Universidades estabelecidas na cidade, para fazer com que, até os acadêmicos dos cursos de psicologia possam se juntar à causa, atendendo as mulheres vítimas de agressão ou que buscam orientação para se libertar para uma vida melhor.

OAB por elas

A advogada Geane Gschwendtner destacou que a Ordem dos Advogados do Brasil de São Bento do Sul, está à disposição, inclusive mantendo um setor “OAB Mulher” onde trabalha para dar uma sustentação para um atendimento diferenciado para a mulher. “Estamos trabalhando para implementar novos mecanismos de atendimento à mulher. Vamos buscar parcerias para que o projeto ‘OAB Por Elas’, que vem da OAB estadual, possa atuar forte em favor da mulher aqui na nossa cidade”, disse.

Violência psicológica

A professora Simone Lesnhak, que esteve no evento representando a secretaria de educação, destacou que a violência contra a mulher ganha destaque, mas que na maioria das vezes o destaque é para a violência física. “É importante saber que a mulher tem passado por muitas situações deprimentes de violência psicológica. Precisamos tratar dessa questão. A educação entra como ferramenta importante para se trabalhar esse assunto e identificar a violência, tanto física quanto psicológica, para que inclusive os adolescentes, possam saber identificar para ajudar no combate e prevenção”, disse.

Novidade

O secretário de Assistência Social, Gilmar Pollum, disse que desde o início dos trabalhos em que ele está a frente da pasta, ficou decidido que seria  montado um centro em São Bento do Sul para abrigar as mulheres vítimas de violência. Segundo ele, existem situações de violência velada na cidade, inclusive nas classes mais abastadas, que precisam de um trabalho mais próximo e, em alguns casos, providenciar que a mulher seja levada para um local seguro. “Nosso objetivo é seguir trabalhando para contribuir levando alternativas plausíveis para que a mulher receba o respeito, atendimento e atenção que ela merece”, enfatizou.

Primeira Dama

Mônica Tomazini, primeira dama do município, esteve no evento e fez questão de falar para as pessoas que participaram. Segundo ela é necessário criar mecanismos de trabalho de combate à violência contra a mulher para que não seja apenas o mês de março de campanha intensa, mas que seja permanente. “Temos um mudo cada vez mais diferente, onde os homens estão muito melhores, mesmo assim ainda existem situações que chocam a sociedade. É necessário fazer com que todos participem da causa e que a mulher seja respeitada como ela precisa e merece”, destacou.

A Primeira Dama ainda conclamou a sociedade organizada para participar desta causa que pode salvar muitas famílias e salvar vidas.

Cidade vizinha

A vereadora de Rio Negrinho, Roseli Zipperer do Amaral, esteve na reunião e destacou a existência de um trabalho pontual desempenhado pela Procuradoria da Mulher instalada na Câmara Municipal. Informou que existe uma programação definida pela Câmara para difundir em toda a cidade informações que ajudem a conscientizar as pessoas sobre a importância de combater a violência contra a mulher. “Precisamos seguir contando com as parcerias, pois é um trabalho árduo e que precisa ser constante”, disse.

Roseli ainda destacou que existem alguns projetos pré-definidos contando com a participação de instituições locais e personalidades do estado no sentido de incentivar as mulheres na busca pelos seus direitos. A vereadora ainda apresentou resultados de algumas iniciativas realizadas pela Procuradoria da Mulher de Rio Negrinho e que surtem efeitos positivos dentro da comunidade.

Fotos: Luzardo Chaves

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O Jornaleiro

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