GASOLINA: Previsão de aumentar na próxima semana
Posto de combustível
Nacional – O consumidor brasileiro vive uma grande expectativa com relação aos preços dos combustíveis no país. Muitos já preparam os bolsos para pagar mais caro pela gasolina a partir do dia primeiro de março.
A previsão é que a gasolina e o etanol devam subir no fim do mês, com o fim da desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que vigora desde o segundo semestre do ano passado, por conta de determinação do Governo Federal, ainda na administração de Jair Bolsonaro (PL).
Nesta semana que se encerra o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, fez alguns comentários acerca do momento e dessa decisão do governo anterior. Ele confirmou o fim da desoneração para o fim do mês. Tudo está previsto na Medida Provisória 1.157, assinada pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 1º de janeiro. “De fato, a MP previu que a alíquota de desoneração seria vigente até o final deste mês. A reoneração está prevista conforme a norma que está vigendo”, afirmou Malaquias durante entrevista a jornalistas brasileiros.
Até 28 de fevereiro
A tal Medida Provisória determinou estender para esses primeiros dois meses do ano 2023, primeiro ano do Governo Lula, indom portanto até 28 de fevereiro as isenções de PIS e Cofins cobradas da gasolina e do álcool combustível. Prevê ainda até 31 de dezembro as isenções do óleo diesel e biodiesel. Essas isenções haviam sido concedidas no ano passado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na sexta-feira (24) Lula se reuniu com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, onde o foco central foi o reajuste dos combustíveis. Com o fim da desoneração, voltam a vigorar as alíquotas anteriores, de R$ 0,792 por litro da gasolina A (sem mistura de etanol) e de R$ 0,242 por litro do etanol. O repasse aos consumidores, no entanto, dependerá das distribuidoras e dos postos de combustíveis.
No início do ano, ao anunciar o pacote com medidas para melhorar as contas públicas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a recomposição dos tributos renderá R$ 28,88 bilhões ao caixa do governo em 2023.
Haddad ainda tenta justificar a necessidade de aumentar o combustível dizendo que somente no mês de janeiro, de acordo com os cálculos da Receita Federal divulgados também na sexta-feira (24), deixaram de entrar aos cofres do governo o montante de R$ 3,75 bilhões por conta da prorrogação da alíquota zero.
O fim de semana deve ser de correria aos postos de combustíveis, em especial ao trabalhador comum que usa menos o automóvel. “Muitos devem encher o tanque do carro para garantir alguns reais de economia, o que é natural nesse período de instabilidade econômica no país”, comentário de um economista nas redes sociais.
Foto: Arquivo/O Jornaleiro





