MENSAGEIRO: Saliba renuncia e Papanduva pode ter nova eleição para prefeito e vice

 MENSAGEIRO: Saliba renuncia e Papanduva pode ter nova eleição para prefeito e vice

Papanduva – Preso em dezembro de 2022, na primeira fase da Operação Mensageiro, o prefeito do município de Papanduva, Luiz Henrique Saliba (PP), renunciou ao mandato, segundo informado pela presidente da Câmara de Vereadores do município, Sandra Aparecida da Silva (PSD), durante a sessão de terça-feira (6).

Saliba é réu na Operação Mensageiro e também responde a outro processo, desencadeado na Operação Patrola, que investigou crimes de corrupção e fraude de licitações a partir de 2011. Saliba foi condenado neste processo, o que teria motivado o pedido de renúncia.

De acordo com a Lei Orgânica Municipal de Papanduva, no caso dos cargos de prefeito e vice ficarem vagos durante os três primeiros anos do mandato, o município deve realizar novas eleições no prazo máximo de 90 dias. Os novos eleitos vão completar o período dos antecessores.

PAI E FILHO

Saliba virou réu em face da Operação Mensageiro no último dia 13 de abril, e já era alvo de um processo de impeachment, o qual aguardava andamento tão logo houvesse a contratação de um Assessor Jurídico, visto que o atual, Luiz Eduardo Saliba é filho do prefeito e foi afastado da função.

Luiz Eduardo, inclusive, foi apontado como possível intermediário do recebimento de vantagens indevidas (propinas) da Serrana Engenharia.

“O grupo Serrana possui relações com Papanduva desde o ano de 2013. Segundo o Gaeco, Luiz Henrique Saliba (em terceiro mandato), firmou diversas contratações, aditivos e pagamentos para a empresa, oriundos de serviços de lixo no município de Papanduva”, diz o Ministério Público.

O filho do investigado, Luiz Eduardo, foi apontado por um colaborador premiado como operador da propina para seu pai, “portanto, existentes elementos indiciários de que o investigado Luiz Eduardo, filho do prefeito, esteja praticando ao menos os crimes de corrupção passiva e organização criminosa”, apontou o MPSC.

PRISÃO DOMICILIAR NEGADA

Luiz Henrique Saliba está preso há quase seis meses. Em meados de maio, a defesa de Saliba requereu a prisão domiciliar sob o argumento de que o mesmo teve náuseas e tontura na unidade prisional, porém o diretor do presídio relatou inexistir qualquer ocorrência de vômito pelo preso preventivo.

O Ministro Jesuíno Rissato, ao negar o pedido, diz ser plausível que Saliba se encontre sob certo nível de estresse, pois acredita-se que na verdade todos os presos preventivos e definitivos tenham sensações psíquicas ruins com o encarceramento.

Foto: Redes Sociais/Reprodução

Fonte: Canoinhas online

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O Jornaleiro

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