Padre Anísio e a vitória em Cristo pela presença do Papa
Matéria escrita por Lucas Sarzi e Antônio Nascimento
Publicada em 21 de abril de 2025 em https://www.bandab.com.br/
Foto: Arquivo pessoal do Padre Anísio
Curitiba – Padre que ajudou a trazer Papa Francisco ao Brasil destaca ensinamento: ‘Igreja tem lugar para todos’. Padre Anísio José Schwirkowsky, natural de São Bento do Sul, destacou que Francisco era o “papa dos gestos”, um papa acolhedor e que não julgava ninguém.
Em 2013, o Brasil recebeu a visita de Papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude, realizada no Rio de Janeiro. O padre Anísio José foi um dos organizadores e um dos responsáveis por trazer Francisco ao Brasil. Ele diz que o papa será lembrado pelos seus gestos.
O padre, que esteve pessoalmente com Francisco quatro vezes, diz que várias coisas poderiam resumir o papa que morreu nesta segunda-feira (21), mas uma delas certamente o define bem. “Os gestos do Papa Francisco sempre falavam, era uma grande mensagem não só para a igreja, mas para todo mundo”, disse padre Anísio. Ele explica que, entre os últimos três papas, cada um tinha seu jeito único de ser e se portar perante ao povo. “Se nós tínhamos o Papa João Paulo II, que inclusive esteve em Curitiba, que era o Papa da imagem, o Papa que esteve em tantos lugares, que viajou pelo mundo afora. O Papa Bento XVI, foi um papa mais tímido, mas foi o papa da palavra, da palavra bem dita, bem articulada, bem falada. O Papa Francisco, nós poderíamos dizer que foi o papa dos gestos”, explicou.
Flores à Nossa Senhora
O último gesto de Francisco foi quando saiu do hospital, onde ficou internado por dias para se recuperar da doença respiratória que enfrentava. “Ele levou até a Basílica de Santa Maria Maggiore, onde inclusive ele será sepultado, um buquê de rosas amarelas que ele ganhou no hospital de uma senhora que sempre mandava esse ramalhete de flores. Gestos, gestos simples e ao mesmo tempo significativos”, lembrou o sacerdote.
Aqui no Brasil, o padre Anísio disse que também ficaram, durante a Jornada Mundial da Juventude, muitos gestos bonitos deixados por Francisco.
Proximidade sem julgamentos
Uma das principais características do Papa Francisco era a humanidade. Era fácil vê-lo defendendo a proximidade da igreja sem julgamentos. Anísio lembrou a situação que ganhou repercussão quando, na volta da Jornada Mundial da Juventude, Papa Francisco comentou à Ilze Scamparini, no avião, voltando a Roma, sobre várias questões polêmicas da Igreja e do mundo. “Ele disse a frase que inclusive é tema de um livro: ‘Quem sou eu para julgar?’. Nós sabemos que existe somente um juiz que é Deus e o Papa Francisco então se colocou nesta condição de alguém que acolhe. E ele disse isso na Jornada Mundial da Juventude em Lisboa. Todos, todos, todos. A igreja tem lugar para todos”, comentou o padre.
Esperança
Segundo Anísio, Papa Francisco pode ser considerado como um pontífice dos gestos, um papa acolhedor. “Nós, na verdade, a humanidade estava com saudades de Francisco de Assis. E Deus mandou Francisco de Roma para todos nós. Que descanse em paz, que Deus o recompense por todo o bem que fez”. A esperança agora é pelo novo papa. Padre Anísio reforçou que devemos rezar para que venha alguém tão inspirador quanto Francisco. “Assim como Deus nos surpreendeu com o Papa Francisco, esperamos também uma surpresa boa com o novo sumo pontífice, com o novo papa. Agradecendo a Deus pela sua vida em missão, pedimos para que Deus também continue pastoreando, cuidando do seu povo, nos enviando um bom pastor”, concluiu padre Anísio José.





