Informações mais claras em defesa da mulher

 Informações mais claras em defesa da mulher

Santa Catarina – Mulheres em situação de violência contam hoje com uma rede de proteção mais estruturada e com direitos claramente garantidos em lei, mas muitos desses direitos ainda são pouco conhecidos por quem mais precisa deles.​

Uma cartilha lançada com apoio do Ministério Público em Santa Catarina mostra que a violência de gênero pode ser física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial, e não acontece apenas dentro de casa. Ela pode começar de forma silenciosa, com ciúme excessivo, humilhações, controle de roupas, amizades e redes sociais, até chegar às agressões graves.​

Lei Maria da Penha e quem ela protege

A Lei Maria da Penha vale para todas as pessoas que se identificam como mulheres, incluindo mulheres trans e travestis, em relações domésticas, familiares ou de afeto, mesmo que o casal não more junto ou já tenha se separado. Imigrantes também estão amparadas, independentemente da situação migratória, com direito a atendimento gratuito e, se necessário, com intérprete.​

Quando e onde pedir ajuda

Não é preciso esperar apanhar para denunciar: ameaças, xingamentos, controle e destruição de objetos também são violência e podem ser levados às autoridades. A mulher pode buscar ajuda em delegacias, Ministério Público, CRAS, CREAS, Centros de Referência da Mulher, Casa-Abrigo, além dos canais 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 190 em caso de emergência.​

Medidas protetivas e proteção aos filhos

Medidas protetivas podem ser pedidas já no primeiro atendimento e incluem afastamento do agressor, proibição de contato, definição de distância mínima e garantia de permanência da mulher na casa. Filhos também podem ser protegidos, com restrição de visitas e transferência escolar facilitada se houver mudança de endereço por segurança.​

Palavra da vítima e apoio psicológico

Para denunciar, o depoimento da mulher é prova relevante e pode ser suficiente para dar início às investigações, mesmo sem registros de lesões ou outras evidências materiais. A Lei Maria da Penha garante acesso a atendimento psicológico gratuito na rede pública, essencial para reconstruir autoestima e romper o ciclo de violência.​

Dever do Estado, direito da mulher

O Ministério Público atua pedindo medidas protetivas, acompanhando processos e articulando a rede de atendimento, devendo oferecer acolhimento humanizado e sem julgamentos. Se houver atendimento desrespeitoso em qualquer órgão, a mulher pode denunciar à Ouvidoria do Ministério Público ou pelo 180, pois ser ouvida com respeito também é um direito de quem busca proteção.

Informações: MP/SC

Foto: AI

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O Jornaleiro

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