SERVIDORES: Sindicato cobra terço de férias
Sindicato intensifica negociações salariais e amplia defesa dos direitos dos servidores em São Bento do Sul e Campo Alegre. A entidade já iniciou diálogo com prefeituras para reposição salarial, cobra cumprimento de direitos previstos em lei e acompanha demandas específicas das categorias nos dois municípios.
São Bento do Sul – O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Bento do Sul e Campo Alegre iniciou 2026 com uma agenda intensa de mobilização, articulação política e cobrança por avanços concretos para a categoria. Entre as principais pautas está a reposição salarial dos servidores, considerando que a data-base ocorre no mês de fevereiro e que o índice oficial da inflação, referência para o reajuste, deverá ser divulgado ainda na primeira quinzena do segundo mês do ano.
Segundo o presidente do Sindicato, Edmilson Benedito de Assis, o Mafra, o objetivo é garantir que o reajuste acompanhe a inflação e preserve o poder de compra dos trabalhadores. “Nós sabemos que o custo de vida aumentou muito nos últimos meses. A reposição não é ganho real, é simplesmente garantir que o servidor não perca salário na prática”, afirmou.
Ele reforça que o Sindicato tem buscado diálogo com responsabilidade, mas sem abrir mão dos direitos. “Sempre defendemos a negociação, o entendimento, mas quando é necessário também fazemos o enfrentamento para garantir o que está na lei”, acrescentou.
Cumprimento do Estatuto é prioridade
Em São Bento do Sul, além da pauta salarial, o Sindicato tem concentrado esforços na cobrança do pagamento de um terço de férias sobre os 15 dias de recesso do meio do ano, conforme previsto no Estatuto do Servidor Municipal. A entidade entende que o benefício deve ser aplicado de forma clara e isonômica a todos os trabalhadores que se enquadram na regra.
Para Mafra, a questão não se trata de benefício extra, mas do cumprimento de um direito adquirido. “O Estatuto é muito claro. Se existe previsão legal, ela precisa ser respeitada. Não estamos pedindo nada além do que já está garantido ao servidor”, destacou.
O presidente explica que o Sindicato vem dialogando com a administração municipal para buscar uma solução administrativa, evitando nova judicialização do tema, mas sem descartar medidas mais firmes caso não haja avanço.
Situação dos vigias também está em debate
Outra pauta relevante em São Bento do Sul envolve a situação funcional dos vigias. O Sindicato tem recebido relatos e demandas da categoria relacionadas à carga horária, atribuições do cargo, condições de trabalho e enquadramento administrativo.
“Os vigias exercem uma função essencial para a segurança dos prédios públicos e do patrimônio do município. Precisamos garantir que haja organização, valorização e condições adequadas para que possam exercer o trabalho com dignidade”, ressaltou Mafra.
Segundo ele, a entidade busca construir soluções conjuntamente com o poder público, para evitar prejuízos aos servidores e garantir eficiência na gestão municipal.
Campo Alegre inicia diálogo
Em Campo Alegre, as negociações já tiveram início com a realização da primeira reunião do ano entre o Sindicato e o prefeito Rubens Blaszkowsky (PSD), ocorrida na manhã desta quinta-feira (22). O encontro marcou a abertura oficial das tratativas de 2026 e permitiu a apresentação das principais reivindicações dos servidores.
Entre os temas abordados estiveram a reposição salarial, organização administrativa e planejamento das demandas ao longo do ano. Para o Sindicato, o diálogo institucional é essencial para prevenir conflitos e garantir previsibilidade.
“A conversa foi positiva. Apresentamos nossas pautas e agora aguardamos os próximos encaminhamentos para que possamos avançar”, comentou o presidente.
Expectativa por reunião
Em São Bento do Sul, Mafra aguarda ser recebido pelo prefeito nos próximos dias para formalizar as pautas da categoria e dar andamento às negociações. A expectativa é que o encontro ocorra ainda neste início de ano, respeitando o calendário da data-base.
O Sindicato reforça que continuará acompanhando de perto todas as etapas do processo, mantendo os servidores informados e mobilizados. “A união da categoria é fundamental para fortalecer a nossa representação. Quanto mais organizados estivermos, maior será nossa capacidade de garantir avanços reais”, concluiu Mafra.
Foto: Luzardo Chaves/O Jornaleiro





