POLÍTICA: acertos e possibilidades em SC

 POLÍTICA: acertos e possibilidades em SC

Divisão

O PL vive um impasse em Santa Catarina na montagem das chapas para 2026. O presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, parece preferir uma aliança com o PP do senador Esperidião Amin para a disputa ao Senado, em composição com o governador Jorginho Mello (PL). Já a família Bolsonaro insiste em lançar Carlos Bolsonaro como candidato ao Senado pelo próprio PL, defendendo uma chapa pura. A divergência segue provocando reação de prefeitos do interior catarinense e expõe a disputa de comando dentro do campo bolsonarista no estado.

MDB fora

O MDB catarinense decidiu mesmo romper com o governo Jorginho Mello e passou a trabalhar explicitamente a possibilidade de candidatura própria ao governo em 2026. Em reunião do diretório estadual em Florianópolis ocorrida nesta semana, lideranças avaliaram que o partido perdeu espaço na atual gestão e precisa recuperar protagonismo. Nomes tradicionais emedebistas voltam a ser citados para encabeçar a chapa majoritária ou disputar o Senado. A movimentação mexe com o xadrez da eleição estadual, já que o MDB é uma das siglas com maior capilaridade em Santa Catarina.

Vice mesmo?

Por outro lado, o governador Jorginho Mello consolidou a estratégia de disputar a reeleição em 2026 ao anunciar, nos últimos dias, o nome do vice que o acompanhará na chapa. A composição envolve o partido Novo, do prefeito de Joinville, Adriano Silva, reforçando o discurso de gestão liberal e foco em eficiência. A estratégia pensada também trabalha para atrair legendas do centrão e manter a maior parte da direita unida em torno do projeto. A definição antecipa o debate eleitoral e pressiona adversários a apresentarem seus nomes e alianças.

Adriano

A reeleição do prefeito Adriano Silva, em Joinville, continua sendo interpretada como ativo importante na montagem dos palanques catarinenses para 2026. Ele é peça-chave na aproximação entre o Novo e o governador. Joinville, maior colégio eleitoral do estado, tende a ser alvo de atenção especial das campanhas ao governo e ao Senado. A oposição busca construir nomes capazes de enfrentar o prefeito em eventual disputa futura.

Rodrigues

O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), é hoje um dos principais nomes cotados para enfrentar Jorginho Mello na disputa ao governo de Santa Catarina. Ele já admite publicamente a intenção de deixar a prefeitura para entrar na corrida estadual em 2026. Rodrigues aposta no peso eleitoral do Oeste catarinense e em sua base consolidada no interior. A eventual candidatura tende a reorganizar o bloco de centro-direita, que pode se dividir entre governo e oposição.

Esquerda

Partidos de esquerda e centro-esquerda em Santa Catarina discutem a formação de uma frente ampla para 2026. A ideia é apresentar um único candidato ao governo capaz de romper a hegemonia da direita no estado. PT, PSOL, PDT e outras legendas conversam sobre palanques que combinem defesa de serviços públicos e críticas à política econômica estadual. A construção ainda é inicial, mas já aparece nas análises sobre o cenário eleitoral.​

Cotas

A lei estadual que proíbe cotas raciais em universidades e instituições que recebem recursos de Santa Catarina segue no centro do debate político. O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou que governo do estado, Alesc e Udesc prestem informações sobre a norma, que está suspensa na Justiça. A Procuradoria-Geral do Estado afirma que defenderá a constitucionalidade da lei sancionada pelo governo catarinense. Movimentos estudantis e entidades de direitos humanos usam o caso para criticar a agenda do governo e mobilizar o eleitorado jovem.

Mais

Em manifestação enviada ao STF, o governo catarinense voltou a sustentar que a lei que veda cotas raciais em concursos públicos e instituições estaduais é constitucional. O documento destaca que 81,5% da população do estado se declara branca, enquanto pretos e pardos somam 18,1%, percentual bem abaixo da média nacional. O argumento diz ainda que o cenário demográfico local justificaria a opção por não adotar esse tipo de política afirmativa. A posição divide a classe política e deve influenciar o discurso de candidatos em 2026.

Cresceu

Na capital catarinense, o desempenho do deputado Marquito (PSOL), segundo colocado na eleição para prefeitura com mais de 22% dos votos, o consolidou como uma das principais lideranças da esquerda catarinense. Embora Topázio Neto (PSD) tenha vencido no primeiro turno, o resultado de Marquito alimenta especulações sobre seu papel nas eleições de 2026, seja para a Assembleia, Câmara ou até governo do estado. Setores progressistas avaliam que ele pode ajudar a atrair o eleitorado jovem e urbano. O nome deve aparecer nas conversas sobre a construção de uma frente de oposição ao atual governador

Direita

Analistas políticos apontam que Santa Catarina continuará sendo vitrine para a reorganização da direita nacional. O estado, onde Bolsonaro sempre teve votação expressiva, deve receber intensa movimentação de pré-candidatos à Presidência e aliados. Disputas internas no PL e em partidos parceiros tendem a se refletir na formação de palanques para presidente, governador e Senado. O desempenho das chapas catarinenses será observado como termômetro do humor do eleitor conservador no Sul do país.

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O Jornaleiro

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