POLÍTICA SC: Carmem…Senado…vetos…cotas
Republicanos em SC
O Republicanos fez demonstração de força em Florianópolis nesta segunda (2) ao filiar a prefeita de Lages, Carmen Zanotto (FOTO), e outras lideranças estaduais, num ato com direito a presença do presidente nacional Marcos Pereira e do governador Jorginho Mello. A sigla se posiciona como um dos principais polos de atração para prefeitos e quadros médios que buscam abrigo antes da largada oficial de 2026.
Jorginho e Carmem
A presença de Jorginho Mello (PL) na filiação de Carmen Zanotto ao Republicanos foi lida como mais um movimento do governador para costurar uma frente ampla no centro‑direita catarinense. Ao prestigiar a prefeita serrana, Jorginho reforça a estratégia de espalhar aliados em várias siglas, mantendo o PL no comando, mas com forte satélite republicano no interior.
Protagonismo
Além de Carmen, o Republicanos acolheu nomes como Samuel Paganelli, o subtenente Atanir Antunes e o pastor Marcos Foppa, ampliando capilaridade em Navegantes, Brusque e no meio da segurança pública. O pacote de filiações mostra que o partido quer deixar de ser coadjuvante e disputar espaço direto com PL, PSD e MDB na montagem dos palanques municipais e estaduais.
Chapa pura ao Senado
Nos bastidores, o PL estuda lançar Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni em chapa pura ao Senado por Santa Catarina, projeto que reforça o peso do bolsonarismo raiz no estado. A ideia empolga a militância, mas acirra disputas internas na direita catarinense e pressiona aliados que defendem uma composição mais ampla para 2026.
Fato
Analistas já tratam Santa Catarina como “laboratório político” do bolsonarismo, com Jorginho Mello calibrando a máquina estadual e o PL operando cenários de candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. A equação passa por manter a alta aprovação do governo, segurar a base conservadora unida e, ao mesmo tempo, acomodar ambições de figuras locais como João Rodrigues e Caroline de Toni.
Alesc recomeça
A semana começou em regime de aquecimento na Alesc, com confirmação de que os trabalhos legislativos serão reabertos nesta terça (3) pela leitura da mensagem anual do governador no plenário Osni Régis. O ato marca o fim do recesso e abre a temporada de embates sobre a pauta econômica, social e de costumes, que deve dominar o primeiro semestre.
Projetos
A primeira sessão ordinária de votações está marcada para quarta-feira (4), com a expectativa de análise de projetos que ficaram pendurados no acordo de líderes do fim de 2025. Deputados querem tirar da gaveta proposições que tratam de segurança pública, infraestrutura e reorganização administrativa, num teste inicial de força entre governo e oposição.
Vetos
A Comissão de Constituição e Justiça retoma as reuniões no dia 10 de fevereiro, com prioridade para destrinchar os vetos do Executivo aplicados no fim do ano passado. A forma como a base vai se comportar nesses julgamentos será termômetro da fidelidade ao governo e da disposição da Alesc em endurecer o jogo com o Centro Administrativo.
Lei das cotas
Na esteira da decisão da Justiça que suspendeu a lei estadual que proibia cotas raciais em Santa Catarina, o governo Jorginho Mello segue na defensiva, tentando justificar a medida em entrevistas nacionais. O tema virou munição para oposição e movimentos sociais, que prometem levar o debate para dentro da Alesc assim que os trabalhos forem reabertos.
Pesquisas
Pesquisas recentes mostram Jorginho Mello liderando com folga as intenções de voto para o governo em 2026, surfando aprovação que passa de 60%. Nos bastidores, porém, auxiliares admitem que temas sensíveis como cotas raciais e rearranjos partidários podem virar flancos de desgaste se mal administrados neste início de ano legislativo. Os próximos levantamentos tendem apresentar novidades.





