COLUNA POLÍTICA: barulho…cargos…Parque…eleições
Denúncias
Segue o clima de insegurança no Paço Municipal, e não é por falta de vigilante na portaria. Quem anda tirando o sono de alguns é a leva de denúncias feita por agentes da Câmara sobre contratos da Secretaria de Saúde de São Bento do Sul, daqueles que dão mais dor de cabeça que fila de pronto atendimento. Endereços “curiosos” de empresas campeãs em licitações já começaram a aparecer no mapa e prometem render muita explicação, justificativa criativa e talvez até ameaça de “processinho básico”.
Silêncio
Enquanto isso, no reino da política local, o planejamento eleitoral em São Bento do Sul e microrregião parece ter sido colocado em modo soneca. Ninguém fala nada, ninguém se mexe, ninguém assume nada, é quase um retiro de silêncio. O problema é que deixar tudo para a última hora, como quem faz trabalho de escola na véspera, costuma dar em candidato perdido, chapa improvisada e resultado nas urnas bem abaixo do “sonhado em grupo de WhatsApp”.
Desincompatibilização
Prefeitos e vices que sonham com novos cargos em outubro já começam a treinar substitutos e arrumar gavetas, afinal precisam deixar a função até o fim de abril. Por aqui, tudo indica que a microrregião vai passar ilesa: ninguém disposto a largar a cadeira para testar popularidade nas urnas. Se essa tendência se confirmar, será quase uma novidade, eleição sem chefe do Executivo tentando a sorte em outra prateleira do poder.
Trocas
O ano mal esquentou e o governo de São Bento do Sul já fez suas primeiras trocas no time de confiança. O problema é que, na prática, a escala continua a mesma: perfil técnico segue figurando mais em discurso que no Diário Oficial. Entre acertos de bastidor e promessas de campanha, o governo continua acomodando cabos eleitorais em cargos estratégicos – preparados ou não, o importante é “estar junto desde o começo”.
Mais pavimento
A sexta-feira (13) promete ser de boas notícias para quem vive desviando de buraco. O governo de São Bento do Sul marcou para as 9 e 10 horas, no gabinete, a assinatura de ordens de serviço para pavimentar duas ruas importantes da cidade. Moradores e lideranças devem aparecer para a foto, enquanto o contribuinte torce para que o asfalto dure mais que o entusiasmo do anúncio.
“Na surdina”
Corre nos bastidores que uma audiência pública sobre a criação do polêmico Parque Nacional na região estaria sendo organizada quase “na surdina”. O encontro deve ocorrer em Tijucas do Sul/PR, mas políticos, lideranças e proprietários de Joinville, Campo Alegre, Guaratuba e Garuva ainda parecem fora da lista de convidados. Se continuar assim, vai sobrar parque para quem não foi ouvido e sobra de indignação para quem sequer sabia da reunião.
Lutando
Neste cenário, o vereador campo-alegrense João Nilson Venera (PP/Foto) segue se somando a outras lideranças para tentar convencer o Ministério do Meio Ambiente a voltar duas casas nesse projeto. Do outro lado está Marina Silva, que muitos já enxergam mais como figura decorativa em quadro de “Agenda Verde” do que como alguém pronta a ouvir os municípios afetados. Reuniões semanais buscam alternativas para barrar o parque e, por enquanto, quem mais precisa de fôlego são os que tentam ser ouvidos em Brasília.
Otimismo
Já em Campo Alegre, a instalação de uma escola Cívico-Militar caminha com passo firme, apesar de algumas críticas de bastidor. A aposta é transformar a unidade em vitrine para o estado, com foco em disciplina, desempenho e formação mais sólida dos alunos. Se sair do papel como prometido, vai virar argumento de campanha para muita gente, tanto dos entusiastas do modelo quanto dos que adoram criticar, mas não perdem a chance de aparecer na inauguração.





