COLUNA POLÍTICA: Emhab…carteiraço…MDB…Bollmann
Bons frutos
Desde que assumiu o comando da Empresa Municipal de Habitação (Emhab), o jornalista Airton Ramos (PL), vem mostrando que habitação popular não precisa ser só discurso de campanha. Com o avanço do projeto das 130 casas, fica claro que, quando conhecimento técnico e determinação caminham juntos, a política deixa o palanque e começa, de fato, a entregar chave na mão de quem mais precisa.
Pega mal
O tal “carteiraço” não é apenas feio; é atestado público de fraqueza de caráter. Quem precisa sacar cargo, sobrenome ou suposta influência para se impor, confessa que não se sustenta pelo próprio mérito. Em tempos de tanta desconfiança na política, essa velha carteirada pega muito mal, e fica cada vez mais difícil de passar despercebida.
O que é?
O “carteiraço” é aquela tentativa de furar fila, driblar regra ou escapar de responsabilidade na base do “você sabe com quem está falando?”. É o apelo desesperado de quem quer vantagem sem direito adquirido. Gente séria, em qualquer área, sabe que respeito não se exige na marra: se conquista com postura, trabalho e coerência, não com documento balançando na cara dos outros.
Recuo
Os números da indústria acenderam luz amarela: o recuo de 0,4% em 2025, apontado pelo IBGE ainda em setembro de 2025, reforça a sensação de freio puxado na economia nacional. Em meio à desconfiança com o Governo Federal e às turbulências entre poderes, o investidor pensa duas vezes antes de tirar o dinheiro da gaveta, e o Brasil perde fôlego justamente quando precisa acelerar.
Enquanto isso…
…em São Bento do Sul, o clima é bem diferente. Indústria e comércio comemoram novos CNPJs, saldo positivo na abertura de empresas e uma Secretaria de Desenvolvimento Econômico que vem sendo citada como exemplo de eficiência. Pode soar redundante elogiar o profissionalismo da equipe, mas é bom lembrar: resultado não cai do céu, é produto de método, foco e cobrança diária.
Detalhe
Fica, porém, um recado ao comando político: estruturas estratégicas como Desenvolvimento Econômico e Samae não podem servir de estacionamento para “sem função definida”. O atual governo já abrigou mais apadrinhados do que deveria, alguns trocados ao longo do caminho, mas ainda distantes da qualificação exigida. Se quiser dar o salto que a cidade merece, vai ter que escolher entre agradar cabos eleitorais ou entregar gestão de alto nível. Difícil conciliar os dois.
Corneta
Após a notícia sobre a permanência (ou retorno) de Marco Viliczinski ao MDB, não faltou “corneteiro” interno dizendo que o partido precisa de gente que fique na chuva e no sol, com vitória ou derrota. O recado é claro, ainda que não seja nominal: quem troca de sigla conforme o vento, perde credibilidade. A militância anda cansada de políticos que tratam partidos como guarda-roupa, e não como projeto.
Poderia voltar!
Na crise da adutora de água em São Bento do Sul, muita gente percebeu algo raro: adversários históricos atuando lado a lado. O ex-prefeito Frank Bollmann, ícone do PP, colocou sua estrutura à disposição do governo para ajudar a resolver o problema com rapidez. Muita gente leu esse gesto como sinal de maturidade política; outros foram além e passaram a defender, em voz baixa, que lideranças com essa pegada poderiam voltar com mais protagonismo.
Mais ainda
Dentro do próprio Progressistas, há quem confesse saudade dos “tempos de gigante” do partido na cidade. Bollmann, em entrevistas anteriores, já disse que sua missão eleitoral foi cumprida e que hoje o foco é o empreendedorismo. Mas a forma como ele se mobiliza em crises mostra que, na prática, continua influente e que parte do eleitorado ainda o enxerga como referência quando o assunto é resultado, não apenas memória.
Amanhã
Em Campo Alegre, a Câmara Municipal realiza sessão extraordinária nesta quinta-feira (19), às 18 horas, para votar o reajuste salarial dos servidores públicos. A tendência é de aprovação, mas o debate mais pesado sobre impactos nas contas e eventuais ajustes finos deve ficar para a sessão ordinária de segunda-feira (23). Entre a responsabilidade fiscal e a pressão do funcionalismo, os vereadores terão pouco espaço para discurso e muito para decisão.





