POLÍTICA SC: Carol…Amin…PSD…asfalto
Carlos & Carol em cena
A foto de Carlos Bolsonaro e Caroline De Toni, lado a lado e sorridentes na Quarta-feira de Cinzas, dia 18 de fevereiro, valeu mais que qualquer nota oficial. Em Santa Catarina, muita gente leu o registro como um “viva esse dia”, imaginando a chapa pura do PL ao Senado em 2026. Quando o clã Bolsonaro aparece posando junto, ninguém acredita que seja só encontro casual.
Chapa pura na mira
Nos bastidores, o cálculo é simples: Carlos Bolsonaro candidato ao Senado por SC, com Carol De Toni como peça central do projeto, daria ao PL uma bancada alinhada e fiel ao bolsonarismo raiz. O efeito colateral aparece do outro lado: Esperidião Amin (PP), até outro dia tratado como aliado prioritário, passa a ser visto como convidado de pedra na festa peelista.
De Toni fala pouco, sinaliza muito
Caroline De Toni segue o roteiro clássico de quem está em alta: não confirma nada, não nega nada e deixa a foto trabalhar por ela. Publicamente, evita cravar permanência no PL. Nos bastidores, porém, ninguém ignora que posar ao lado de Carlos, com benção explícita de Jair Bolsonaro, é movimento calculado. Em política, silêncio com imagem costuma ser grito de posição.
Amin à procura de porta
Enquanto isso, Esperidião Amin articula plano B, e possivelmente plano C. Sem garantia de vaga no palanque do PL, ele intensifica conversas com o PSD de João Rodrigues. Na prática, manda um recado claro: se o bolsonarismo fechou a porta principal, ele não terá pudor em bater em outra. É veterano demais para ficar esperando na calçada.
Rodovias em estado de alerta
Na Alesc, Camilo Martins decidiu colocar o dedo em uma ferida que todo motorista conhece: o estado das rodovias federais em Santa Catarina. Entre 1º de janeiro e 17 de fevereiro, foram 1.110 acidentes, 1.350 feridos e 49 mortes. Com esses números em mãos, o deputado subiu o tom contra o Governo Federal e transformou buraco em ativo político, quem ignorar o tema agora, vai ouvir isso em 2026.
Asfalto vira palanque
O discurso de Camilo ecoa um sentimento geral: ninguém aguenta mais promessa de duplicação que só existe em placa. Cada curva perigosa, cada ausência de terceira faixa, vira munição contra Brasília e, de quebra, contra quem fizer vista grossa no Estado. Em ano de costuras eleitorais, deputado que aparecer ao lado de rodovia abandonada corre risco de ser lembrado na urna pela pior foto.
Piso do magistério em ano de voto
O TCE/SC jogou luz num ponto sensível para prefeitos e professores: confirmou que a atualização do piso nacional do magistério pode ser feita mesmo em ano eleitoral e nos 180 dias finais de mandato. Na teoria, é boa notícia para a categoria.
Mas…
…na prática, vira teste de coerência: gestor que alegar “lei eleitoral” para não aplicar o piso vai ter dificuldade de sustentar o discurso diante desse entendimento técnico.
Terra Boa…
Jorginho Mello tirou do cofre R$ 137,8 milhões para o Terra Boa 2026, um aumento de 18% sobre o ano passado. O programa deve alcançar mais de 69 mil agricultores familiares e reforça a imagem do governo colado no campo.
…voto melhor ainda
É política pública importante, sem dúvida. Mas, também sinal eleitoral nítido: quem garantir adubo, semente e linha de crédito ao produtor, entra na colheita de 2026 com vantagem no interior catarinense.





