COLUNA POLÍTICA: Magrão…Diego…PT…Tomazini
Está acertada!
A saída de Magrão (PL) do comando da Secretaria de Obras, antecipada ainda no fim de fevereiro e agora confirmada pelo próprio, está praticamente selada. O movimento abre caminho para que Laércio Chaves, hoje diretor da pasta, possa assumir o posto de secretário.
Enquanto isso…
…Magrão começa a circular nos bastidores com um projeto bem claro: se receber o aval do governador Jorginho Mello (PL), quer ser o nome do partido na região na corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa. A engrenagem começou a girar, e ninguém entra numa disputa dessas sem antes medir o peso do próprio capital político.
Que fase!
O problema é que, enquanto planeja voos maiores, o PL de São Bento do Sul parece ter esquecido alguns capítulos básicos da cartilha política. A volta de Magrão à Câmara teria sido combinada entre partido e Executivo, mas um detalhe aparentemente simples ficou pelo caminho: avisar o suplente Luiz da Luz (PL/Foto), que hoje ocupa a cadeira.
Chateou
Segundo fontes ligadas à sigla, o vereador teria descoberto tudo pela imprensa. Resultado: constrangimento nos bastidores e um mal-estar daqueles que costumam render conversas atravessadas nos corredores do poder.
Não é inédito!
É verdade que não seria a primeira vez que decisões políticas acabam reveladas antes pelos veículos de comunicação do que pelos próprios protagonistas. Faz parte do jogo, quem apura, publica.
Atenção
Ainda assim, neste caso específico, talvez valha ao Executivo e ao núcleo político que orbita o prefeito Tomazini (PL) redobrar a atenção. Política também é gestão de egos, e deixar aliados descobrirem decisões estratégicas pelas manchetes costuma ser receita para desgastes desnecessários.
Mesa Diretora
Quem anda pelos corredores do Legislativo começa a perceber que o grupo político do prefeito Tomazini pode estar deixando escapar uma oportunidade preciosa: garantir o controle da Mesa Diretora na segunda metade da legislatura.
Experiência
Alguns vereadores de primeiro mandato, atentos, observadores e cada vez mais conscientes do tabuleiro, já não demonstram o mesmo entusiasmo que havia no fim de 2024. Aos poucos, cada um vai entendendo melhor quem joga com quem, e por quê.
Falando nisso…
…os atritos vistos na sessão de terça-feira (3), especialmente entre Diego Niespodzinski (MDB) e Joelmir Bogo (UB), podem ter ficado para trás, ao menos da parte de Diego. Em conversa com a coluna, ele garantiu que não pretende transformar divergências políticas em disputas pessoais.
Foco
O vereador se diz focado nos projetos e nas pautas que realmente impactam a vida dos são-bentenses. Na avaliação dele, brigas pessoais não fazem parte da função de um vereador, ainda que, na prática, nem todos no plenário pareçam concordar com essa tese.
Infelizmente…
…novos episódios podem voltar a colocar a Câmara de São Bento do Sul sob os holofotes, e não necessariamente pelos melhores motivos. Comentários reservados, conversas a portas fechadas e assuntos tratados quase em sigilo absoluto têm deixado muita gente com a proverbial “orelha em pé”. Nos bastidores, a pergunta que não quer calar continua a mesma: o que está sendo guardado com tanto cuidado?
Comando
Não é segredo para ninguém que a imagem do Legislativo já sofreu alguns arranhões ao longo das últimas legislaturas. Políticos mais experientes, daqueles que conheceram tempos menos ruidosos da política local, costumam repetir uma receita simples para recuperar a credibilidade: comando equilibrado e postura pública responsável. Traduzindo: discutir ideias diante das câmeras e deixar as rusgas pessoais para conversas reservadas, exatamente como acontecia em outros tempos.
Respeito!
É evidente que a oposição ao PT em São Bento do Sul cresceu nos últimos anos, fenômeno que se repete em boa parte de Santa Catarina. Mas divergência política nunca deveria servir de pretexto para desrespeito ou para tentar colocar pessoas umas contra as outras.
Outros tempos
A política brasileira já viveu tempos de embates duros entre MDB, Arena, PDS e tantas outras siglas, e o jogo seguia. O problema começa quando a disputa deixa o campo das ideias e passa a flertar com ataques pessoais. Aí, definitivamente, deixa de ser política e vira outra coisa.





