COLUNA POLÍTICA: Servidor…brigas…egos…129

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Extremos

A decisão tornada pública nesta quarta-feira (18) pela administração municipal caiu como uma bomba no colo do servidor público de São Bento do Sul. Convênios intermediados pelo sindicato da categoria deixaram, de uma hora para outra, de poder ser descontados diretamente em folha.

Explicando

O pacote de justificativas veio embalado por parecer jurídico e aval do controle interno do Paço. Mas o fato concreto é um só: a medida pegou o funcionalismo completamente de surpresa e sepultou, sem transição, uma prática consolidada há anos.

Salários

Entre os argumentos apresentados pela Prefeitura está o caso, extremo, mas real, de servidores que chegaram a receber R$ 0,00 de salário líquido, engolidos por compras no comércio local e serviços contratados com a comodidade do desconto automático. Um retrato incômodo, sem dúvida.

É real

Não se trata de lenda urbana. Há, sim, holerites estrangulados por esse tipo de compromisso. O problema é que, em vez de atacar o excesso com bisturi, a administração preferiu a amputação. Sem aviso prévio, deixou muita gente na mão e, pior, na dúvida sobre como honrar compromissos já assumidos.

Sindicato

O comando sindical, até aqui, optou pelo silêncio público. Mas nos bastidores é visível que algo se move, seja para tentar reverter a decisão, seja ao menos para reduzir seus efeitos colaterais. A conta, como sempre, recai sobre quem menos participa da mesa de negociação.

Ecoando

Já nos corredores da Prefeitura, o discurso é outro. Fala-se em “ponto sem volta”, salvo se tudo for refeito dentro dos critérios rígidos apontados pelo jurídico. Em tradução livre: o que antes era tratado como benefício ao servidor agora passa a ser visto como risco à gestão. E no meio desse cabo de guerra sobra, mais uma vez, o funcionário.

Notório

A rádio-peão opera em volume máximo. O episódio já é contado como mais um capítulo da longa novela de atritos entre sindicato e governo. Um eterno “toma lá, dá cá”, que insiste em se repetir sem o mínimo cuidado de antecipar informações e mitigar impactos. O servidor, que deveria ser protegido, segue como alvo fixo no campo de tiro político.

“De saco pra mala”

Um sacerdote de projeção nacional, que há algum tempo passou pela “cidade dos príncipes” e protagonizou um episódio infeliz ao publicar vídeo detonando o atendimento de um estabelecimento comercial, acabou provocando a demissão do gerente da casa.

Mais perto

Não foi caso isolado: na “cidade dos móveis”, situação semelhante terminou com um trabalhador exposto ao ridículo e sem emprego. Hoje, o religioso responde judicialmente. A lição, tardia, é clara: quem fala para multidões precisa medir as palavras com responsabilidade proporcional ao alcance da própria voz.

Maturidade!

Ou, para ser mais preciso, a falta dela. “O clima dentro da Casa está cada vez mais pesado”, confidenciou um vereador de São Bento do Sul, reconhecendo a urgência de um ajuste de postura no Legislativo. Convém lembrar: a mesma recomendação vale ao Executivo. Quando o revanchismo reaparece, quem paga a conta não é o político de turno, mas o contribuinte, que assiste à máquina patinar enquanto egos disputam espaço.

Controlar

A quem ocupa posições de liderança, cabe um alerta direto: cuidado para não ressuscitar a sensação de que os tempos dos coronéis e de seus “leões de chácara” estão de volta. Aquelas práticas de intimidação, ameaça, constrangimento e silenciamento de quem ousa divergir. Se a intenção é parecer moderno, o primeiro passo é abandonar métodos que cheiram a mofo autoritário.

Pendências

Enquanto se gasta energia alimentando esse ambiente carregado, o que realmente importa segue em marcha lenta. Alvará ambiental, revisão da Lei Orgânica, situação dos cemitérios, ordenamento urbano e outras pautas estruturantes vão ficando para depois. E, quando alguma delas anda, é à base de improviso, com soluções paliativas tentando tapar o sol com a peneira. Que o diga os meandros da atualização da Lei Orgânica.

Lá… como cá!

Quem acompanha a política em Brasília e Florianópolis talvez não perceba o quanto a mesma lógica se repete em escala local: interesses pessoais ditando o ritmo. Entre candidaturas anunciadas, partidos em ebulição e forças externas soprando ao pé do ouvido, constrói-se um roteiro nebuloso no qual o bem comum vira figurante, quando não é completamente esquecido.

Nem aí!

Enquanto o entorno ferve, Campo Alegre celebra. O melhor presente para o município, que nesta quarta-feira (18) comemora 129 anos de emancipação, veio do céu: tempo firme durante a Festa Estadual da Ovelha (Foto de Capa), entre sexta (13) e domingo (15). Por lá, poderes Executivo e Legislativo, mesmo divididos entre situação e oposição, parecem ter entendido o óbvio: a briga fica no campo das ideias. O público ganha festa, debate e presença. Sem precisar assistir a duelo de egos em pleno parque.

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O Jornaleiro

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