Redução da jornada de trabalho gera debate sobre impactos na indústria
A proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil tem gerado debate entre especialistas e o setor produtivo, especialmente sobre possíveis impactos na produtividade e na competitividade da indústria.
Representantes do setor industrial, como a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, defendem a manutenção da possibilidade de jornadas de até 44 horas semanais. Segundo o presidente da entidade, Gilberto Seleme, a flexibilidade é essencial para atender às necessidades de diferentes segmentos econômicos.
Um dos pontos levantados é a diferença em relação a outros países. Nações como Alemanha, Dinamarca e Irlanda possuem limites de até 48 horas semanais, enquanto a Suíça pode chegar a 50 horas em alguns setores.
Dados da Confederação Nacional da Indústria indicam que uma eventual redução sem aumento de produtividade poderia gerar impacto negativo de até R$ 76 bilhões no PIB, além de elevação de custos e possível aumento de preços ao consumidor.
Em Santa Catarina, onde a indústria representa cerca de 28,5% da economia, a mudança poderia elevar o custo do trabalho em 11,4%, segundo projeções do setor.
A avaliação de entidades industriais é de que a negociação coletiva deve continuar sendo o principal instrumento para equilibrar interesses entre empresas e trabalhadores.
Com informações da Gerência de Comunicação da FIESC
Foto: CNI





