DECORO: Pollum taxa de ação política
“É manobra política”, diz presidente da Câmara de São Bento do Sul ao ser alvo de representação por quebra de decoro
São Bento do Sul – O presidente da Câmara de Vereadores, Gilmar Pollum (PL), reagiu em plenário, na sessão ordinária de terça-feira (7), ao pedido de investigação por quebra de decoro parlamentar apresentado pelo prefeito Antonio Joaquim Tomazini (PL). Em tom firme, Pollum classificou a iniciativa como “manobra política mal feita” e afirmou que tentam transformar o dever de fiscalizar em suposto desvio ético.
Segundo o presidente da Câmara, o que está em jogo é o uso da máquina pública para tentar silenciar quem não “abaixa a cabeça para o Executivo”. Ele garantiu que não recuará diante das pressões e que todas as questões técnicas serão esclarecidas nas comissões competentes, onde, segundo ele, ficará comprovada a ausência de qualquer irregularidade.
Pollum destacou que já foi alvo de outras denúncias levadas aos órgãos de controle, todas arquivadas, e que sempre defendeu a transparência. “Fiscalizar contratos, questionar projetos e exigir transparência não é opção, é obrigação de qualquer vereador”, afirmou. Ele reforçou que segue à frente da presidência da Casa com responsabilidade, coragem e consciência limpa.
Das denúncias
A representação protocolada pelo prefeito aponta supostas irregularidades envolvendo o uso de servidores da Câmara para protocolar denúncias contra o Executivo, acessos indevidos a sistemas municipais, atraso deliberado na tramitação de projetos de interesse público e contratação de empresa ligada a familiar de servidor do Legislativo. O caso deve ser analisado por uma comissão processante, conforme o Regimento Interno da Câmara.
A reação de Pollum evidencia o acirramento do clima político entre os poderes Executivo e Legislativo em São Bento do Sul, com troca de acusações e a abertura de um processo que pode resultar em sanções políticas, inclusive na destituição do cargo de presidente da Câmara.
Foto: Luzardo Chaves/O Jornaleiro





