JOÃO RODRIGUES: “Quero ser governador para fazer Santa Catarina avançar de verdade”

 JOÃO RODRIGUES: “Quero ser governador para fazer Santa Catarina avançar de verdade”

Em entrevista exclusiva, pré-candidato do PSD detalha propostas para infraestrutura, segurança, saúde, educação e defende união de forças para “tirar o Estado do piloto automático”

São Bento do Sul – O ex-prefeito de Chapecó e Pinhalzinho, João Rodrigues (PSD), pré-candidato ao governo de Santa Catarina, esteve ao vivo na manhã desta quinta-feira (14) na M KMRádio São Bento, onde apresentou suas principais propostas para o Estado e fez duras críticas à atual gestão. Em para os radialistas Luzardo Chaves e Orlando Torinelli, Rodrigues defendeu a união de partidos, falou sobre sua trajetória, criticou a lentidão em obras essenciais e prometeu um governo “com velocidade, planejamento e empatia”.

Luzardo Chaves:
João, você tem uma longa trajetória política. O que te faz acreditar que é o momento de governar Santa Catarina?

João Rodrigues:
Eu me considero um “bilionário” em experiências e conquistas. Não pelo dinheiro, mas pelo que construí ao longo da vida pública. Tenho orgulho das minhas vitórias eleitorais, mas o que me move é a vontade de servir. Santa Catarina pode ser ainda melhor, e acredito que posso contribuir com o Estado da mesma forma que fiz em Chapecó.

Orlando Torinelli
Como o senhor avalia a atual situação das rodovias catarinenses, como a SC-418 e o trecho da BR-101 que corta o estado?

João Rodrigues:
A infraestrutura está, de certa forma, abandonada. A SC-418, por exemplo, está igual desde os anos 2000. Na BR-101, não dá mais para esperar 30 anos pela Via Mar. Precisamos de soluções rápidas, como duplicações, vias superiores e parcerias com o governo federal. O Estado precisa agir, não apenas empurrar a responsabilidade.

Luzardo Chaves:
O senhor mencionou a união de adversários históricos em torno do seu nome. Como está esse movimento?

João Rodrigues:
Pela primeira vez, adversários de uma vida inteira estão no mesmo palanque. Isso mostra que o povo quer mudança. Não importa a sigla, o que importa é o bem de Santa Catarina. Estou conversando com todos, inclusive com ex-governadores, porque a política precisa de união, não de extremismo.

Orlando

O que o senhor propõe para a segurança pública, já que há menos policiais nas ruas em várias cidades?

João Rodrigues:
Vou reorganizar a corporação, criar guardas municipais em cidades que não têm e ampliar o efetivo. Também é da minha pretensão investir em inteligência, acelerar concursos e criar centros de acolhimento para dependentes químicos e moradores de rua, que hoje são responsáveis por boa parte dos problemas atendidos pelas polícias.

Orlando
E sobre saúde e educação, quais são suas prioridades?

João Rodrigues:
Na saúde, vou trabalhar para regionalizar o atendimento e criar o “corujão” hospitalar, para cirurgias e exames fora do horário comercial. Na educação, quero ensino médio profissionalizante e investir em tecnologia, como fiz em Chapecó, onde todos os alunos acima de 6 anos usam Chromebook. Universidade gratuita será para quem realmente precisa, com bolsas e financiamento para quem pode pagar.

Luzardo Chaves
Como o senhor pretende lidar com a burocracia e a demora em licenças ambientais?

João Rodrigues:
Vou municipalizar ou regionalizar as licenças ambientais para obras públicas. O prefeito não pode ficar dois anos esperando uma licença para fazer uma avenida. Isso desburocratiza, acelera e aproxima o governo das cidades.

Luzardo

E quanto à crise no agronegócio, o que pode ser feito?

João Rodrigues:
O problema é nacional, mas o Estado pode ajudar. Precisamos de diálogo com Brasília, renegociação de dívidas e apoio à pequena propriedade rural. O governo precisa ser parceiro do produtor, não só cobrador.

Orlando
O senhor falou em “tirar Santa Catarina do piloto automático”. O que isso significa na prática?

João Rodrigues:
Significa planejamento, atitude e velocidade. O Estado tem dinheiro, mas falta gestão. Vou planejar os quatro anos de governo, definir prioridades e começar todas as obras necessárias, sabendo que serão concluídas.

Luzardo

Como o senhor vê a questão das pessoas em situação de rua e dependentes químicos?

João Rodrigues:
É um problema social grave. Vou criar seis grandes centros de acolhimento no Estado, em parceria com prefeituras, para retirar essas pessoas das ruas, oferecer tratamento e reintegração. Isso também vai reduzir furtos e crimes.

Luzardo

Porque o senhor acredita que pode vencer as eleições?

João Rodrigues:
A campanha está só começando. O governador tem a máquina, mas eu tenho garra, propostas e apoio de quem quer mudança. Quem tem mais propostas e projetos viáveis vai conseguir convencer o eleitor. Se for vontade do povo, serei governador. Se não, sigo servindo como sempre fiz.

Orlando
Como o senhor responde às críticas de que sua candidatura é apenas uma tentativa de “paternidade” de obras?

João Rodrigues:
Não estou atrás de paternidade, estou atrás de resultados. O que importa é o que fica para a população. Se a obra é boa, não importa quem começou. O que não pode é parar tudo por vaidade política.

Luzardo Chaves:
Deixe uma mensagem para os ouvintes de São Bento e do Planalto Norte.

João Rodrigues:
Agradeço a todos pela oportunidade. Quero dizer que, se for escolhido, vou governar com empatia, ouvindo as cidades e valorizando a história de cada catarinense. Santa Catarina merece um governo que olhe para frente, sem extremismos, com coragem e determinação.

Foto: Luzardo Chaves

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O Jornaleiro

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