GOVERNO BONZINHO: gasolina mais barata
Posto de combustível
Brasília – O governo resolveu fazer caridade com o bolso do contribuinte, mas só um pouquinho. O Ministério do Planejamento propôs uma subvenção de R$ 0,44 por litro na gasolina, o equivalente a metade dos impostos federais sobre o combustível. Oficialmente, é para aliviar o impacto da alta do petróleo lá fora, causada pelo conflito envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã. Na prática, cai como uma luva numa fase em que o Planalto precisa desesperadamente de simpatia antes do período eleitoral.
No diesel, a bondade já tinha começado: subvenção de R$ 0,35 por litro a partir de junho, justo quando acaba a isenção dos tributos federais. Tudo embalado no discurso de “compensação temporária” para o consumidor final. Temporária, mas bem calculada: o benefício foi encolhido pela equipe econômica até caber nas contas, ficando só na “metade dos impostos”. Custo da gentileza? R$ 1,2 bilhão por mês.
Para bancar o governo bonzinho na bomba, vem o governo duro na tesoura. O Planejamento definiu mais um bloqueio de R$ 22 bilhões em gastos obrigatórios do Orçamento, elevando o total travado para R$ 23,7 bilhões, tudo para não estourar o arcabouço fiscal. Enquanto despesas com Previdência e Benefício de Prestação Continuada aumentaram em R$ 25 bilhões, mais um “carreiro” para agradar o contribuinte, houve uma economia de quase R$ 4 bilhões com o funcionalismo. Em resumo: aperta-se de um lado, solta-se do outro; e o alívio que aparece no posto vem com a conta embutida no fim do mês.





