ELÓI QUEGE: pré-candidato quer ser a “voz do Planalto”

 ELÓI QUEGE: pré-candidato quer ser a “voz do Planalto”

Médico e ex-prefeito de Três Barras, emedebista aposta na experiência em gestão e saúde para disputar vaga de deputado federal

São Bento do Sul – O ex-prefeito de Três Barras, médico Elói Quege (MDB), esteve em São Bento do Sul nesta segunda-feira (25) apresentando-se como pré-candidato a deputado federal e defendendo uma “política de resultado”, focada em obras e soluções práticas para o Planalto Norte. Com 32 anos de atuação na medicina e longa trajetória na vida pública, ele afirma que a região precisa de um representante que conheça “onde o calo aperta” e seja capaz de articular ações conjuntas entre municípios.

Natural do Paraná, Quege iniciou a carreira política cedo: foi vereador aos 18 anos e vice-prefeito aos 22, em Campo do Tenente. Já em Santa Catarina, tornou-se vice-prefeito e, depois, duas vezes prefeito de Três Barras. Médico clínico geral formado pela PUC-PR em 1992, construiu sua atuação profissional em cidades como Três Barras, Canoinhas, Papanduva, Major Vieira, Monte Castelo, Itaiópolis e Mafra. Atualmente, é marido da prefeita de Três Barras, cargo que define com humor como “primeiro-dama”, tendo em vista a esposa, atualmente, exercer o cargo de prefeita da cidade.

Porque disputar?

Ao justificar a decisão de disputar uma cadeira na Câmara Federal, Quege afirma que a política nacional vive um momento de descrédito e que é preciso resgatar a confiança com entrega concreta. “Vivemos uma politização dos problemas. Muitas situações exigem resposta rápida, deixando a disputa de lado para buscar o resultado”, resume. Como exemplo, cita a BR-280, que, segundo ele, demanda uma ação articulada de Mafra até São Francisco do Sul, bem como a SC-418, de São Bento do Sul, passando por Campo Alegre, e chegando na cidade de Joinville. “Com união dos prefeitos, independentemente de sigla, e cobrança direta ao Ministério dos Transportes por terceiras pistas na BR-280, bem como melhorias em gargalos e marginais, em um planejamento de longo prazo, pode ter resultados positivos. Da mesma forma, articular com o governo estadual quanto a SC-418 e outras vias estadualizadas em Santa Catarina”, acrescenta.

Saúde

A o setor de saúde é apresentado como seu principal campo de atuação. Quege defende que tratamentos mais complexos sejam resolvidos na própria região, evitando deslocamentos de três ou quatro horas para pacientes debilitados. Ele toma como referência a implantação do serviço de oncologia em São Bento do Sul, viabilizado pelo ex-deputado Antonio Aguiar, que o acompanha como principal articulador político. “Precisamos de um deputado que conheça a saúde e sente com o governador para zerar, por exemplo, a fila de prótese de fêmur em Santa Catarina”, afirma, citando esperas de cinco a seis anos para cirurgias ortopédicas e procedimentos de cálculos renais.

Na avaliação do pré-candidato, a experiência técnica é decisiva para transformar recursos em atendimento efetivo. Ele sustenta que não basta ser um “político de discurso”, mas alguém que entenda as demandas de hospitais, filas de espera e fluxos de pacientes para construir soluções com o governo estadual e federal. A mesma lógica, diz, vale para a educação, que na sua visão ainda opera com ações isoladas de municípios, quando o ideal seria uma estratégia regional integrada.

Política catarinense

Sobre o cenário estadual, Quege evita ataques diretos, mas critica a forma como o MDB foi afastado da atual administração. Ele lembra a tradição de governos emedebistas em Santa Catarina, como Luiz Henrique da Silveira e Eduardo Pinho Moreira, e o legado do Progressistas com Esperidião Amin, para argumentar que o Estado “não poderia ter jogado fora essa história”. Para o Planalto Norte, diz atuar como “soldado do partido”, alinhado à decisão de apoiar João Rodrigues (PSD) ao governo, mas com autonomia para cobrar espaço e investimentos.

Polarização

Ao tratar da polarização nacional, o médico se apresenta como candidato “da família e de direita”, comprometido com princípios, porém crítico à disputa permanente entre campos ideológicos. “O Brasil e o Estado precisam parar com essa briga de que só um lado está certo. Isso tem travado decisões importantes”, afirma. Na sua plataforma, a prioridade será buscar recursos e obras para municípios como São Bento do Sul, Rio Negrinho, Campo Alegre, Três Barras e Mafra, com agenda centrada em infraestrutura, saúde e educação.

Elói Quege encerra destacando que pretende manter o diálogo aberto com a região ao longo da pré-campanha. “Nossa ideia é levar uma política de resultados, não apenas debates éticos e disputas partidárias. O eleitor quer ver mudança na estrada, no hospital, na escola”, resume, ao agradecer o espaço nos veículos de comunicação locais e sinalizar que voltará com novas propostas à medida que o processo eleitoral se aproximar.

Foto: Luzardo Chaves/O Jornaleiro

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