POLÍTICA: Educação…Josias…Suzana…Tere

 POLÍTICA: Educação…Josias…Suzana…Tere

Por Luzardo Chaves

Ferveu (e transbordou)

O projeto que prometia “realinhar” a estrutura de contratados da educação, em tradução livre: mexer onde dói e ninguém quer segurar ou realinhar, foi discretamente retirado de pauta. Desde então, o caldo não só engrossou como começou a ferver sem tampa. Escolas relatam falta de tudo: professores, auxiliares e até profissionais da “merenda”. A educação, ao que tudo indica, entrou oficialmente em modo economia… de gente.

No Gabinete

Na noite de terça-feira (23), o prefeito Antonio Tomazini (PL) foi surpreendido em pleno gabinete. O encontro, que deveria ser rápido e protocolar, virou uma espécie de audiência pública improvisada quando o tema “falta de pessoal” surgiu sem constar na pauta, nem no script. O clima? Tenso. Daqueles que dispensam ar-condicionado e recomendam chá de camomila.

Josias no olho do furacão

Presente à reunião, o secretário de Educação, Josias Terres (PSD), acabou no centro da saia justa. No Paço, corre à boca pequena que foi ele quem “abriu a porteira” para o tema num encontro que deveria tratar de outro assunto. Verdade ou não, o estrago estava feito, e o nível de estresse do prefeito subiu junto com a pressão arterial.

Tem que resolver

Independentemente de siglas, discursos ensaiados ou fotos de destaque, o problema é matemático: a educação não está alcançando os 25% mínimos de investimento exigidos por lei. O detalhe indigesto é que dinheiro há, e não é pouco. Falta decisão. E quando o índice não fecha, a conta não some: reaparece no ano seguinte, com juros políticos e constrangimento administrativo.

Educação não é camisa partidária

Pedidos não faltaram para que vereadores da oposição fossem às escolas conferir o cenário de perto. Mas quando a educação vira trincheira ideológica, o resultado costuma ser previsível: atraso, vaidade institucional e um jogo de empurra que não educa ninguém. No fim das contas, quem perde não vota, estuda.

“Estrovão” no radar

Mudando de assunto, a pré-candidatura da vereadora Terezinha Dybas (PSD) à Câmara Federal segue produzindo mais barulho que foguete em festa junina. Apoios chegam de vários setores, mas o movimento também acendeu luzes amarelas. Um dos mais atentos parece ser o deputado federal Zé Trovão (PL), que, pelo visto, prefere trovões controlados no próprio quintal.

Com Jorginho

Nos bastidores, a informação é de que o parlamentar e sua assessoria deram uma passada estratégica por Florianópolis para buscar a “benção” do governador Jorginho Mello (PL). A missão seria alinhar uma conversa com o prefeito e “limpar o caminho” eleitoral na cidade. Estranho? Um pouco. Afinal, nos corredores do poder, a reeleição do “chapeludo” é tratada como tão certa quanto discurso em sessão solene.

Segue firme (e desviando das pedras)

Questionada sobre rumores de possível retaliação ao PSD, mesmo sendo aliado do governo, Tere Dybas prefere não abastecer o “fofocário político”. Sai pela tangente, evita manchetes indesejadas e segue reunindo lideranças de todos os setores. Estratégia conhecida: silêncio estratégico também fala, e às vezes grita.

Por outro lado…

Uma postagem da chefe de gabinete de São Bento do Sul, Suzana Teles, segue rendendo comentários nas redes. Em férias com o marido, ela apareceu curtindo o sol de Fortaleza. O problema não foi o destino, mas o calendário: a cidade vivia um dia de absoluto tumulto administrativo. Resultado? Não pegou bem, com ou sem filtro.

E mais!

Para alguns, a imagem soou como resposta indireta às críticas sobre a relação pouco amistosa entre o Executivo e a Câmara. Traduzindo em bom português: enquanto uns se banham em água salgada, outros seguem engolindo água turva, sem boia.

Reconhecimento

Nem tudo foi espinho. A Secretaria de Assistência Social teve motivo legítimo para comemorar. Representada pela titular da pasta, Marina dos Santos, a área foi premiada no Summit Cidades, em Florianópolis, pelo projeto #Atuação. A iniciativa promove a inclusão de adolescentes no mercado de trabalho e prova que, apesar do barulho político, a boa política ainda entrega resultado positivo.

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O Jornaleiro

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