POLÍTICA: Tere…Tomazini…divisão…Amin
Agitou as águas
A simples disposição de Terezinha em enfrentar as urnas em busca de uma cadeira na Câmara Federal caiu como uma pedra no lago já pouco tranquilo do grupo gestor que comanda a Prefeitura de São Bento do Sul.
Constatação
Terezinha Dybas (PSD) entrou no jogo e o castelo de cartas do governo Tomazini (PL) começa a balançar. Está mais evidente a cada dia pelo comportamento de integrantes políticos do governo e pelo que se ouve na “rádio corredor”. No entorno do governo, a insatisfação é crescente.
Por quê?
Ninguém sabe ao certo se o incômodo é com o “projeto” do PL ou com o risco de a vereadora sair fortalecida para 2028. Talvez seja apenas aquele velho medo de ver alguém crescendo fora da estufa oficial.
Exposição
Essa pré-candidatura da vereadora à Câmara Federal acendeu o pavio, que demonstra ser curto, e expõe uma certa dependência do PL local. Sentados a beira do poço, meio mundo de “políticos” ligados ao grupo em estado de “nervoso permanente”.
Seguindo
Tere Dybas parece ainda fazer cara de paisagem quando o assunto é deixar a Câmara, mas, nos bastidores, a decisão, dizem, está tomada: nos próximos dias ou semanas, ela deve se afastar do Legislativo para cair de vez na pré-campanha à Câmara Federal.
Já anunciou
O Escritório de advocacia comandado pela vereadora, está sendo ajustado com a definição de profissional de gabarito para tocar a rotina e um plano declarado: rodar o maior número possível de cidades até outubro atrás de votos. Ao que tudo indica, um aviso que pretende jogar grande.
Enquanto isso…
…na Secretaria de Educação, o professor Josias Terres (PSD) foi parar na vitrine, e não exatamente para ser homenageado. Episódios internos da pasta passaram a servir de munição para quem, há tempos, sonha com sua saída. O pedido de desligamento é tratado como segredo de Estado dentro da Educação, mas corre solto pelos corredores. Em tradução livre do politiquês: já tem gente “pedindo a cabeça” do secretário.
55 x 22
A pressão sobre o prefeito Antônio Tomazini sobe um degrau por dia. Aliados do PL trabalham visando “deixar o campo limpo” para o deputado Zé Trovão, que tenta se reeleger, e tratam como problema qualquer ousadia que não esteja carimbada com a sigla liberal.
De Florianópolis
Parece que chegam contatos diários cobrando que o prefeito convença Terezinha a desistir da empreitada. Cada um pode “fazer seu trabalho”, desde que o trabalho seja não atrapalhar o projeto dos outros.
Contas
O cálculo, porém, parece ignorar um detalhe básico: mesa diretora da Câmara não se decide na amizade, mas na conta dos votos. O que já foi uma confortável vantagem de 6 a 4 para o governo pode se transformar facilmente em 5 a 5 ou até inverter o placar, caso o PSD resolva assumir o afastamento que hoje só não é oficial por falta de ato publicado. Decisões precipitadas tendem a cobrar juros.
Alternativa
Para segurar o tabuleiro, uma das alternativas em avaliação é trazer de volta à Câmara o atual secretário de Agricultura, Luís Pesenti (PSD). Tomazini deve estar considerando o voto do vereador garantido em qualquer circunstância, e não é difícil entender por quê: Pesenti é hoje um dos políticos com maior número de cabos eleitorais acomodados na máquina pública.
Possibilidade
Se ele (Pesenti) voltar ao Legislativo, alguém de sua estrita confiança deve assumir a Agricultura. Na prática, o prefeito terceiriza mais uma indicação e aprofunda a sensação de que certos cargos pertencem menos ao município e mais a alguns padrinhos.
“De saco pra mala…”
No plano estadual, o Progressistas segue em seu próprio labirinto: parte com Jorginho Mello (PL), parte com João Rodrigues (PSD). A saída mais provável é o tradicional “libera geral” para o governo, desde que, para Câmara Federal, Alesc e Senado, o voto seja em nomes do PP.
Surpresa
Não é exatamente o estilo de Esperidião Amin (PP), mas, reeleito, ele deve permanecer como grande fiador da sigla em Santa Catarina, e ninguém duvide de uma boa “depuração” interna depois que as urnas forem fechadas.
No Paraíso
Já em Campo Alegre, os bastidores dão como certo que Rubens Blaskowski (PSD) vai embarcar na campanha de Jorginho, amparado nos acordos, nos recursos já enviados pelo Estado e nas promessas de verbas futuras. Em política, gratidão e orçamento costumam andar de mãos dadas e, quando não andam, alguém trata de lembrar.
Resumo da coluna:
No fim das contas, o cenário é simples: Terezinha decidiu jogar, o PL quer o campo só para si, o prefeito tenta segurar todos os pratos girando ao mesmo tempo e a base governista finge que está tudo normal. Quem olhar só para as notas oficiais vai achar que o clima é de absoluta harmonia. Quem escutar o barulho de bastidor sabe que o ano ainda promete cenas bem menos edificantes.
O Progressistas, tenta se reinventar para enxergar (pelo buraco da fechadura) o caminho do protagonismo. Mas, a um preço que pode ter um troco amargo.
E, em Campo Alegre, uma das figuras que mais refletia a tal “fidelidade” partidária, sucumbe à negociata política vislumbrando manutenção de status na própria cidade.







