POLÍTICA: Perigo…Tomazini…extrovão…Geraldo
Na corda bamba
O prefeito Tomazini (PL) parece ter assumido o comando de uma prefeitura, mas com a impressão de que o volante está dividido com gente demais no carro. Em política, quando o gestor começa a admitir, ainda que pelo silêncio, que não manda sozinho, a conta chega rápido. E costuma chegar em forma de desgaste, ruído e perda de autoridade.
Constatação
O problema é que o governo não governa por inércia. Ou Tomazini reage, ou continuará vendo sua gestão ser conduzida como se fosse repartida entre vontades alheias. E, nesse ritmo, o contribuinte já sabe quem paga a fatura.
Poder que não precisa de cargo
Tem personagem que não precisa de gabinete para mandar. Em São Bento do Sul, o nome que atravessa os bastidores com desenvoltura é Zé Trovão (PL). Circula, influencia e, pelo jeito, consegue ocupar espaços que oficialmente não lhe pertencem.
Repetição
É aquela velha política de bastidor: ninguém assina o decreto, mas todo mundo percebe quem dá o tom. Quando um grupo político passa a ter mais trânsito que o próprio governo, o problema já não é articulação, é tutela. E governo tutelado, convenhamos, deixa de ser governo para virar vitrine de interesses.
Cargo e a velha curiosidade seletiva
Nada como a política para produzir coincidências muito convenientes. O assessor de Zé Trovão, além de frequente presença nos corredores do poder, ainda conseguiu emplacar a esposa em cargo de segundo escalão na prefeitura. Claro, sempre vem o discurso pronto: “não se questiona competência”. E tudo bem.
O problema…
…não é o currículo, é o enredo. Porque quando o entorno de um deputado começa a ganhar cadeira, crachá e influência, a população faz a pergunta óbvia: isso é gestão ou acerto de bastidor? A resposta, como sempre, fica escondida atrás de muita cordialidade.
Guerra interna
Necessário também falar de uma crise que o governo finge não ver, mas ela está pressionando. O governo vive uma guerra interna que já deixou de ser fria faz tempo. Exemplo disso, a divergência entre a chefe de gabinete, Professora Suzana (PL), e o secretário de Educação, Professor Josias terres (PSD), está escancarada, e o curioso é que parece haver mais empenho em conviver com o conflito do que em resolvê-lo.
Enquanto isso…
…a gestão perde tempo, energia e credibilidade. Em política, quando os principais atores do governo disputam espaço em vez de entregar resultado, o cidadão percebe. E percebe rápido. No fim, a briga não é por projeto. É por território. E território dividido demais costuma virar ruína administrativa.
O silêncio
Talvez o maior problema do prefeito Tomazini hoje não seja nem a pressão externa, nem as disputas internas. É o silêncio. Porque, na política, quem cala diante do excesso de interferência acaba validando o excesso. E silêncio, nesse caso, não soa como prudência. Soa como enfraquecimento.
E o futuro?
Se o prefeito quer mesmo pensar em 2028, precisa começar por 2026, e antes disso por agora: assumir o comando, cortar excessos e lembrar quem foi eleito. Porque o povo não escolheu assessores, aliados de ocasião ou operadores de bastidor. Escolheu um prefeito. O resto é coadjuvante se metendo a protagonista.
Republicanos
A novidade política desta quarta-feira (8) é a presença firme, entusiasmada e, ao que tudo indica, bastante estratégica de Geraldo Weihermann em reunião do Republicanos. O empresário não apenas compareceu: deu sinais claros de que está entrando no jogo, e com ele pode vir um conjunto de outras lideranças. O plano é direto, sem floreio: fortalecer a sigla para que ela deixe de ser coadjuvante e passe a sonhar alto em 2028.
Firme e forte
Terezinha Dybas (PSD/Foto) segue enfrentando pressões para desistir da disputa por uma cadeira na Câmara Federal. Só que pressionar Terezinha é, no mínimo, subestimar a personagem. Quem a conhece sabe que ela não decide no impulso, nem se dobra ao primeiro empurrão de bastidor. Quando a advogada bate o martelo, é porque já conversou, ouviu, pesou e repesou tudo. Depois disso, para fazê-la voltar atrás, só se a política resolvesse fazer milagre e, convenhamos, esse setor anda em falta até com o básico.
Outro
Na mesma corrida por uma vaga na Câmara Federal, o ex-prefeito de Três Barras, Elói Quege (MDB), ao lado de Terezinha Dybas, acabou sendo um dos grandes beneficiados pela verborragia desastrosa do deputado federal Zé Trovão. Às vezes, a política entrega uma dessas ironias difíceis de inventar: enquanto uns trabalham para construir reputação, outros insistem em oferecer munição aos adversários.
Resultado?
Elói e Tere ganham visibilidade; Zé Trovão e seu grupo seguem procurando o botão da reversão no elevador eleitoral porque, no Planalto Norte, a descida parece ter virado o único trajeto disponível.







