POLÍTICA: Tere…Diego…Josias…Magrão

 POLÍTICA: Tere…Diego…Josias…Magrão

Ajustes que falam por si
A suplente de vereança Tere Dybas (PSD) parece ter descoberto que, fora da Câmara, também se faz política e, às vezes, com mais efeitos colaterais. Voltou de Florianópolis na noite de quinta-feira (15), em silêncio quanto aos resultados, mas em alto volume quanto aos sinais: pelo roteiro de visitas na capital, ninguém duvida que tem coisa grande sendo cozinhada em fogo brando.

Sem líder, sem rumo
Desde a saída de Tere da Câmara, o governo segue oficialmente sem líder. Se isso acontece por absoluta escassez de quadros preparados para defender projetos, ou pela incapacidade crônica de articulação entre Gabinete e parlamento, fica a critério do leitor escolher a causa. O fato é que, na prática, o plenário virou terra de improviso.

Vazamentos que incomodam
Enquanto isso, o Paço Municipal começa a pingar informação para fora. Já se comenta, com todas as letras, a ausência de projetos para a Casa de Atendimento ao Autista e para o Posto de Saúde na URCA. Se não há equipe capaz de escrever o mínimo de planejamento, o prefeito Antonio Tomazini (PL) terá de escolher entre admitir o problema ou continuar fingindo que ele não existe.

Campanha na base da esperteza
Nos bastidores, há quem aposte que a melhor forma de “ajudar” a Educação é derrubar o atual secretário. Surgiu, convenientemente, uma campanha em torno do nome de uma professora, a Tati, para ocupar a cadeira de Josias Terres (PSD). Curiosamente, o movimento nasce exatamente de dentro dos grupos que trabalham diuturnamente para tornar a permanência de Josias insustentável. Coincidência, claro.

Mas…o prefeito não nasceu ontem
Tomazini pode ter seus problemas, mas não é conhecido por ceder a pressões feitas à luz do dia e com megafone. Há gente tão obcecada em desestabilizar o secretário que já não enxerga o óbvio: se Josias vai a Florianópolis acompanhado de advogada para tratar de contratações e cenários futuros, dificilmente é viagem de turismo. Alguma pauta houve. E dificilmente foi inventada no curso da BR-101.

Rumores com tempero de gabinete
Rumores de que a primeira-dama Mônica Tomazini teria “rodado a baiana” no gabinete oficial vão ganhando contornos de folhetim. Motivo? Ninguém assume. Mas quando se escolhe ouvir apenas um lado da história e dar crédito automático a ele, o resultado é previsível: conflito garantido, ruído ampliado e um governo cada vez mais refém das próprias intrigas.

Pode dar jogo
No MDB, o nome do vereador Diego Niespodzinski (FOTO) começa a ser ventilado para assumir a liderança partidária, com olhos voltados para 2028. A leitura é simples: uma eventual vitória de João Rodrigues (PSD) abriria espaço para um projeto em dupla: Tere Dybas e Diego da Academia como chapa pronta para disputar o Executivo. Seria a forma mais clara de mostrar que, ao menos em parte da política local, ainda existe gente que pensa além da próxima semana.

Polaridade em rearranjo
Do outro lado, Magrão e Suzana, símbolos de uma chapa pura pelo PL, vão perdendo terreno à medida que as trapalhadas e jogadas ambiciosas se acumulam. O desgaste que o gabinete vem impondo ao próprio prefeito ajuda a empurrar o projeto de sucessão de Tomazini em direção à vala comum das oportunidades perdidas.

Fracos no campeonato
Enquanto PSD, PL e MDB se movimentam no tabuleiro, siglas como PP, PT, Republicanos e Podemos seguem firmes no Z-4 da política local: sem nomes fortes, sem projetos claros, sem liderança que empolgue. Se a eleição fosse hoje, alguns desses partidos só participariam para constar na súmula.

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O Jornaleiro

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