POLÍTICA: Tomazini…Tirso…Rubens…Diego
Pressão no caixa
O prefeito Antônio Tomazini (PL) entra numa fase em que não dá mais para empurrar com a barriga. As contas públicas apertaram, as receitas encolheram e os repasses federais já não ajudam como antes. Em resumo: a gestão está sendo obrigada a olhar de frente para uma realidade que não costuma perdoar improviso.
Pra frente
Reorganizar esse cenário vai exigir mais do que discurso otimista e planilha bonita. Vai depender de corte, ajuste e, sobretudo, coragem para mexer onde costuma doer.
Avenida
Em conversa com o radialista Orlando Torinelli, Tomazini admitiu que estuda alterações no projeto da Avenida São Bento. O que, em bom português, significa que a obra não deve seguir exatamente como saiu da prancheta.
A saber
A pressão de empresários, comerciantes e moradores parece ter produzido algum efeito. Agora, a tentativa é encontrar um meio-termo que reduza impactos sem transformar a avenida num projeto eternamente inacabado, esse velho costume que parece esporte nacional.
Mobilidade sem consenso
A discussão, porém, vai além da obra em si. O debate é sobre mobilidade urbana e sobre a capacidade de São Bento do Sul de se mover para frente sem ficar presa ao medo da crítica. Toda cidade precisa ouvir a população. Mas, se cada projeto público depender de aplauso unânime, nada sai do papel e o trânsito segue mandando mais na cidade do que o planejamento.
Exemplos
Blumenau, Curitiba, Joinville e Florianópolis já mostraram que mobilidade se faz com decisão, não com temor de desagradar todo mundo ao mesmo tempo.
Paz interna em falta
Nos bastidores, Tomazini teria tentado baixar a temperatura entre o gabinete e a Secretaria de Educação. O ambiente, como foi tornado público de maneira clara, vinha esquentando além da conta e não exatamente por excesso de motivação administrativa.
Foco
A orientação teria sido simples: menos disputa interna e mais foco no que importa. O problema é que, quando a política começa a brigar consigo mesma, até o óbvio precisa ser lembrado.
Relação desgastada
Também circula a informação de que a relação entre Tomazini e o vice-prefeito Tirso Hummelgen (UB) azedou de vez após o episódio envolvendo o deputado federal Zé ex Trovão (PL). O ataque verbal ao vice, durante visita a São Bento do Sul, teria deixado marcas políticas que ainda não foram digeridas.
Justificativa
Se a reação do prefeito não correspondeu ao que Tirso esperava, o resultado é previsível: distância, ruído e o tipo de clima que nenhum gabinete consegue maquiar por muito tempo. Por enquanto, tudo segue no campo do bastidor, mas bastidor, na política, quase sempre é só a ante-sala do que vem depois.
Articulação emperrada
O vereador Diego Niespodzinski (MDB) recebeu o pré-candidato a deputado federal Dr. Eloi Quege (MDB), de Três Barras, e a conversa girou em torno de possível apoio para as próximas eleições. Até aí, tudo dentro do script. O detalhe ficou por conta do atraso: uma agenda marcada para as 9 horas começou bem depois, 10h30, porque o convidado acabou sendo “capturado” no corredor por outros políticos.
Seguiu
Na sequência, ainda teve nova parada, agora com o presidente da Câmara. Resultado: a reunião teve de esperar a boa vontade da política local, essa velha senhora que adora se dizer articulada, mas às vezes tropeça até no relógio e nos que não têm por hábito respeitar compromisso alheio.
Campo Alegre em cena
Em Campo Alegre, o prefeito Rubens Blaskowski (PSD) acompanhou a sessão da Câmara na segunda-feira (20), mas deixou o plenário antes da palavra livre. Experiente, preferiu sair antes que a tribuna virasse campo de tiro verbal contra o governo.
Assim…sim!
Na prática, foi um gesto de prudência. Porque há presenças que estimulam debate e há presenças que inspiram discurso para a torcida. Blaskowski parece ter aprendido a diferença. Encarnou o “Leão da Montanha” e…: “saída, pela dirfeita”.
Campo rural valorizado
A sessão também teve espaço para homenagens ao setor rural, com referência ao Dia do Colono e do Motorista, em 25 de julho, e ao Dia do Agricultor, em 28 de julho. Os vereadores destacaram a importância do campo para a economia e para o abastecimento da população.
Aplausos
Nesse ponto, o discurso é correto. O desafio, como sempre, é transformar aplauso em política pública. Porque elogiar o agricultor custa pouco; difícil mesmo é entregar condições concretas para que ele continue produzindo.
Comando
O presidente da Câmara de Campo Alegre, professor Ernani dos Santos (PSD), não participou da sessão por questões de saúde na família. Quem conduziu os trabalhos foi o vice-presidente, Alexandre Telma Neto (PP), que assumiu a sessão sem maiores sobressaltos.
Resumo da coluna:
No fim das contas, a política segue seu curso: uns administram a falta de dinheiro, outros administram conflitos, e alguns ainda acham que articulação se faz no corredor. E, como sempre, a população fica esperando menos teatro e mais resultado. Porém, ainda têm aqueles que fazem valer a confiança das urnas!







